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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Racionamento faz com que Compesa prometa mais carros-pipa para abastecer Arcoverde


O drama do abastecimento de água na cidade de Arcoverde deve perdurar até o final do ano, ou começo de 2018, quando a Adutora do Moxotó estiver pronta e já operando. Foi o que revelou o diretor da Compesa, Augusto César de Andrade Lima, que esteve na noite desta segunda-feira (08) na Câmara de Vereadores para explicar a situação do abastecimento da cidade através da Adutora do Jatobá.
A convocação foi feita pela presidente da Casa James Pacheco, vereadora Célia Almeida Galindo (PSB), e endossada pelos demais vereadores, na sessão passada. A parlamentar socialista foi quem abriu a bateria de questionamentos sobre a água da Capital do Sertão, perguntando por que Sertânia com várias barragens abastecidas com as águas da Transposição do São Francisco ainda precisa utilizar as águas do Jatobá, que deveriam estar vindo toda para Arcoverde. Ela lembrou que tem localidades, como na Cohab I, aonde há ruas que estão sem água nas torneiras há mais de 60 dias. Célia também trouxe uma denúncia de que, enquanto Arcoverde sofre com o racionamento, em Cruzeiro do Nordeste (Sertânia), a água é liberada todo dia.
Augusto César negou que estivesse ocorrendo isso em Cruzeiro do Nordeste e revelou que não existe obra em Sertânia para levar a água da Transposição para as casas dos moradores. Para aliviar o problema, a Compesa está enviando a água da barragem de Campos para a barragem de Barra, que abastece a cidade, através de um riacho de 5km. Com isso, reduziu de 30 para 15 litros de água por segundo a água liberada para Sertânia. Arcoverde estaria recebendo 100 litros por segundo, ao invés dos 200 litros anunciado quando da inauguração da nova adutora do Jatobá.
O gerente da Compesa também foi questionado pelos vereadores Heriberto do Sacolão, Everaldo Lira, Siqueirinha, Luiza Margarida, Cleriane e Cybele Roa. Ele esclareceu que um dos poços da região do Frutuoso, em Ibimirim, está com apenas 50% de sua capacidade, mas, apesar disso, o abastecimento de Arcoverde estaria equilibrado, apenas com alguns pontos críticos.
Augusto Cesar foi questionado porque não se trazia os carros pipa de Sertânia que foram desativados para Arcoverde. Ele afirmou que pelo menos dois veículos que estavam na vizinha cidade vão se integrar a frota de 12 pipas que a Compesa controla em Arcoverde para atender a população e as 42 caixas d’água espalhadas pela cidade.  Cesar também denunciou que somente este ano, três caixas de água foram roubadas em três áreas distintas de Arcoverde.
Sobre o Riacho do Pau, o gerente da Compesa disse que a companhia não tinha como fazer a limpeza ou aumentar sua capacidade devido aos altos custos e revelou que ainda no ano passado uma licitação orçada em R$ 200 mil para limpeza da barragem se perdeu porque as empresas vencedoras desistiram da obra.