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terça-feira, 6 de junho de 2017

Empresários do ramo de ônibus e ex-gestor da Polícia Rodoviária Federal indiciados por corrupção


A Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública (Decasp) concluiu as investigações sobre um esquema de corrupção que envolvia empresários de ônibus, além do Batalhão da Polícia Rodoviária (BPRv) e um gestor do Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE). De acordo com as investigações, fiscalizações eram direcionadas para três empresas de transporte específicas, com o objetivo de prejudicá-las e também para beneficiar às ligadas aos empresários envolvidos no esquema.
O tenente-coronel Clóvis Fernando Pereira, que comandou o BPRv entre os anos de 2015 e 2016, e o atual chefe de Fiscalização e Vistoria do DER-PE, Laurent Licari, foram indiciados por corrupção passiva. Os empresários, cujos nomes serão divulgados em coletiva nesta terça-feira (06) foram indiciados por corrupção ativa.
Entre as provas, estão registros de conversas por um aplicativo de celular, em que, segundo a polícia, o tenente-coronel presta conta a um dos empresários sobre as ações realizadas em desfavor das empresas concorrentes dele. Segundo uma das testemunhas, as fiscalizações eram coordenadas diretamente pelo ex-comandante e duravam, em média, 40 minutos, trazendo prejuízo e atrasos para os funcionários dos coletivos.
Depoimentos de policiais ligados ao BPRv também foram anexadas ao inquérito, encaminhado ao Ministério Público. A Decasp também fez um comparativo das multas aplicadas às empresas de um dos envolvidos e de familiares deles em relação às concorrentes, o que apontou uma relação “alarmante e desproporcional”.
Uma fotografia, entregue por uma testemunha, também mostra uma blitz do BPRv, em que há uma fileira de ônibus concorrente sendo abordada, enquanto outros coletivos são liberados. Uma interceptação telefônica entre um dos empresários e o chefe de fiscalização do DER-PE também consta nos autos. Segundo a polícia, Laurent demonstrava uma preocupação em divulgar a imprensa apreensões de ônibus de empresas concorrentes às do empresário.
A quebra de sigilo bancário do ex-comandante do BPRv também apontou valores em dinheiro incompatíveis com o salário que ele recebia na Polícia Militar. Para os investigadores, as quantias podem ter relação com o esquema de corrupção. O inquérito policial foi coordenado pela delegada Patrícia Domingos.