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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mais um jovem promissor de Serra Talhada que desponta nos estudos de tecnologia.


Nascido em Itacuruba, mas radicado na Capital do Xaxado, Diego George da Silva Santos, 29 anos, é filho de quilombolas da comunidade Negros de Gilú de Itacuruba e junto da sua família enfrentou as dificuldades através da educação e atualmente é doutorando na UFPE em Ciências da Computação.

O jovem iniciou o curso de Engenharia Elétrica na UFPE, mas migrou para Sistemas de Informação na UFRPE/Uast e tem mestrado em Engenharia da Computação pela UPE.

Ao blog, sua mãe Maria da Penha Santos, de 51 anos, relatou que desde a infância o Diego se destacou como estudante e também um curioso por eletrônicos.

“Nós sempre estimulamos e a madrinha dele, Iolanda Teixeira, o alfabetizou. Aqui em Serra ele estudou na Nova Geração e mesmo quando íamos matriculá-lo no estado, por conta de gastos que tínhamos com problemas de saúde do irmão dele, ganhou uma bolsa de estudos. No Ensino Médio foi para o Colégio de Aplicação e sempre apresentando as melhores notas, no vestibular da Uast ele passou em segundo lugar”, relatou.

CARREIRA DE SUCESSO 

Entre os amigos, Diego é conhecido como Thuran (ex-zagueiro da seleção francesa de futebol), apelido que ganhou ainda adolescente e que combina com o seu gosto pelo futebol.

A intelectualidade peculiar de Diego também está ressaltada em seu gosto por cinema, livros, jogos e séries, passatempos favoritos da geração “geek”.

O rapaz prodígio fala inglês fluentemente, já deu aulas na Uast, apresentou trabalhos em Curitiba, São Paulo e até mesmo no México.

Em meio há tantos estudos, o jovem já garantiu um emprego como assistente administrativo educacional na Secretaria de Educação de Pernambuco, e trabalhou ao lado dos pais, Penha e Jânio, na EREM Cornélio Soares.

VENCENDO BARREIRAS

A origem quilombola de Diego é mais um detalhe, mas ao longo de sua jornada enfrentou discriminação racial, mesmo com a situação privilegiada dos pais que puderam lhe proporcionar educação de qualidade.

“Ele me relatou que nas pós-graduação as pessoas comentaram que ele só estaria no curso por ser negro e as políticas de cotas possibilitaram isso. Graças ao meu esforço e do pai dele, Diego nunca precisou de cotas. Sempre foi aprovado por seu esforço. E mesmo que tivesse usado as cotas não tira a inteligência dele”, relatou a mãe.