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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Fenearte: artistas sertanejos superam as expectativas nas vendas

 


A feira que acontece até o dia 17 de julho no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE), celebra a sua 22° edição e comemora os 30 anos do movimento Manguebeat. A Fenearte é considerada a maior feira de artesanato da América Latina e segundo relatos dos artesãos do Sertão pernambucano superou todas as expectativas de venda.

Alguns expositores do Sertão são unânimes ao revelar que já venderam todas as obras produzidas para esse momento e mais, que voltam para seus municípios cheios de encomendas.

Mariana Barbosa, filha de mestre Carlos Barbosa comentou que veio de Sertânia e toda sua família é de artesãos, afirmou que a receptividade do público foi de grande valia. “A Fenearte superou as todas as nossas expectativas. para se ter uma ideia nos cinco dias de Fenearte já vendemos cerca de 90% das artes, que confeccionamos para a Feira”, disse com entusiasmo.

Manoel Santeiro, de Ibimirim, também está muito animando com o retorno da Fenearte. Ele é conhecido pelas belas imagens de santos, esculpido em madeira, inclusive Manoel já presenteou o Papa João Paulo II com uma imagem de Santa Paullina. Ele também falou que encomendas não vão faltar. “Vendi praticamente tudo que trouxe e chego em Petrolina cheio de encomendas, foi um excelente investimento vim a Feira aqui em Olinda”, comentou.

Mestre Cleiton é natural de Lagoa Grande, no Sertão do Vale do São Francisco e afirmou que está realizado como artesão por participar da Feira e poder mostrar seu trabalho. “Vendi minhas obras e senti que público gostou muito, estou muito feliz com essa experiência”, revelou.

Biu do Anjos de Petrolina, declarou que eventos como esse incentivam a arte. “O retorno da feira para movimentar a economia é muito importante, está aqui na Fenearte e ver os nossos produtos admirados e adquiridos nos motiva muito, principalmente porque além de vender tudo ainda volta à Petrolina com muitas encomendas, vou ter muito trabalho até o final do ano”, brincou.

Roque Santeiro outro artesão petrolinense contou que logo nos primeiros dias suas obras foram vendidas e que ele não esperava tanto sucesso. “Toda feira é feita de risco, mas investir é muito importante, nos preparamos para a Fenearte, mas confesso que não esperava vender tudo em tão pouco tempo e como os outros voltar para casa sabendo que o trabalho não vai parar”, comemorou.

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