ACADEMIA


sexta-feira, 8 de julho de 2022

PT e PSB de Pernambuco expulsam filiados e os filiados comemoram. É muito pior para o partido

 


O PT de Pernambuco está expulsando quem declara voto em Marília Arraes (SD).

O PSB de Pernambuco está expulsando os socialistas que não concordam com a indicação de Danilo Cabral (PSB) e anunciam apoio a outros nomes.

O resultado é que tem muito expulso, nos bastidores, “comemorando a liberdade”.

PSB e PT vivem num planeta diferente do restante dos eleitores. Uma pesquisa recente do Instituto da Democracia mostrou que só dois em cada dez brasileiros têm alguma simpatia por partidos políticos.

A esmagadora maioria da população não está nem um pouco preocupada com a sigla do seu candidato. Então, o ato de petistas e socialistas não passa de jogo de cena. E os expulsos ficam, intimamente, muito felizes.

O Instituto é um colegiado formado por membros da UFMG, IESP/UERJ, Unicamp e UnB e por pesquisadores da USP, UFPR, UFPE, UNAMA, IPEA e, internacionalmente, do CES/UC e da UBA. Seus relatórios são abrangentes e bem conceituados.

Na prática, o efeito eleitoral para um prefeito, por exemplo, expulso do PSB ou do PT, é muito pior para os partidos do que para o político. É menos influência e mais desagregação, com vozes dissonantes. Compromete a visão de democracia interna.

E não faz mal nenhum para o prefeito excluído.

Se for um deputado ou vereador, melhor ainda, porque além de ficar livre para trocar de partido, terá como negociar com outras siglas e receber mais benefícios, sem medo de perder o mandato.

Alguém está vendo os expulsos desesperados, chorando pelos cantos ou reagindo na Justiça contra o PSB e o PT? Incrível, né?

Partidos de quem?
Por culpa de seus dirigentes ao longo dos anos, partidos políticos viraram apenas um pedaço da burocracia brasileira e nada mais. A um custo exorbitante, é bom lembrar.

Por Igor Maciel da coluna Cena Política

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