Os efeitos da mudança climática estão severos no Brasil, mas no que se refere ao abastecimento de energia elétrica para os próximos meses, pelo monitoramento até agora, o país não vive o risco de uma crise como ocorreu em outras secas. O desafio na atual estiagem é administrar a oferta no período de ponta, nas primeiras horas da noite.
As soluções, porém, vão muito além de medidas emergenciais, como a volta do horário de verão, e estão atrasadas. Esse é o diagnóstico de especialistas do setor ouvidos pela Folha.
Como o cenário de pressão na ponta tende a se estender ao longo do verão, com efeito sobre os reservatórios de hidrelétricas, o temor no setor é que esse desafio, que deveria ajudar no aperfeiçoamento do modelo de operação do sistema, acabe servindo só para justificar que o consumidor pague por um grande número de térmicas caras, muitas delas desnecessárias ou até prejudiciais.

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