O candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos, participou, nesta quarta-feira (9), de uma sabatina promovida pelo Sindaçúcar-PE, no Recife. Ao lado do candidato a vice-governador, Carlos Costa, João apresentou propostas e ouviu as principais demandas do setor sucroenergético pernambucano.
Durante o encontro, o candidato defendeu uma agenda de desenvolvimento baseada em investimentos em infraestrutura, qualificação profissional, inovação, competitividade e fortalecimento das cadeias produtivas, especialmente na Zona da Mata.
A sabatina foi mediada por Renato Augusto Pontes Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE e da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), que apresentou os desafios enfrentados pelo setor.
Reforma tributária e competitividade
Ao abordar a Reforma Tributária, João Campos afirmou que Pernambuco precisa se antecipar às mudanças e adotar uma estratégia capaz de garantir competitividade na disputa por novos investimentos.
Segundo o candidato, com a redução gradual dos incentivos fiscais, fatores como infraestrutura, logística, energia e qualificação profissional terão peso cada vez maior na decisão das empresas.
João também anunciou o compromisso de criar uma secretaria executiva específica para acompanhar a implantação e a transição para o novo modelo tributário, promovendo a articulação entre o Governo de Pernambuco e os setores produtivos.
Infraestrutura como estratégia de desenvolvimento
Outro ponto destacado durante a sabatina foi a necessidade de ampliar e integrar a infraestrutura estadual. Entre as prioridades citadas estão a conclusão da Transnordestina até Suape, a integração da Mata Sul ao complexo portuário e a melhoria da malha rodoviária de Pernambuco.
Para João, a infraestrutura deve ser utilizada como instrumento de desenvolvimento econômico, permitindo a integração entre diferentes polos produtivos e a redução dos custos logísticos.
O candidato também defendeu uma maior articulação com o Governo Federal para solucionar gargalos que prejudicam a competitividade de setores pernambucanos, citando como exemplo o Polo Gesseiro do Araripe.
Mata Sul no centro do desenvolvimento
João Campos destacou ainda a importância da cadeia sucroenergética para a economia da Zona da Mata. Segundo ele, o setor movimenta cerca de 70 mil empregos em aproximadamente 60 municípios e deve participar de um novo ciclo de desenvolvimento econômico da região.
O candidato defendeu que a diversificação econômica ocorra de forma integrada às atividades já existentes, sem substituir os setores tradicionais.
Na avaliação de João, o Estado deve atuar como indutor de soluções estruturais, preservando os principais ativos econômicos da região e, ao mesmo tempo, criando condições para a chegada de novas atividades.
Inovação e qualificação profissional
A modernização do setor também foi abordada durante o encontro. João Campos defendeu investimentos em mecanização, pesquisa e inovação para ampliar a produtividade e gerar novas oportunidades de trabalho.
O candidato ressaltou que a modernização precisa vir acompanhada de políticas de qualificação profissional, preparando os trabalhadores para as novas demandas do mercado.
Segundo João, a transformação econômica deve representar uma oportunidade para ampliar as possibilidades de emprego e renda, promovendo a coexistência entre as atividades tradicionais e novos segmentos produtivos.
Diálogo com o setor produtivo
Ao longo da sabatina, João Campos reforçou que pretende construir as propostas de governo a partir do diálogo com os diferentes setores da economia.
O candidato afirmou que a Zona da Mata terá papel estratégico em sua visão para Pernambuco e destacou a necessidade de aproximar o setor produtivo, o Governo Estadual e o Governo Federal.
João encerrou o encontro reafirmando o compromisso de atuar também em nível nacional para defender os interesses do setor sucroenergético e buscar novas oportunidades de desenvolvimento para Pernambuco.