A loja de Afogados da Ingazeira amanheceu de portas fechadas nesta sexta-feira, surpreendendo clientes e funcionários. O fechamento integra um dos maiores cortes já realizados pela rede varejista, que encerrou cerca de 28,7% de seus pontos de venda no país.
Além do fechamento das unidades, a reestruturação provocou a demissão de aproximadamente 1,9 mil funcionários. O número de desligamentos, porém, pode ser ainda maior, conforme informações divulgadas sobre o processo de reorganização da empresa.
Crise financeira
A decisão ocorre em meio a uma grave crise financeira enfrentada pelas Casas Bahia. A companhia registrou prejuízo próximo de R$ 1,1 bilhão apenas no primeiro trimestre deste ano.
Em 2025, a empresa terminou o ano com prejuízo de aproximadamente R$ 3 bilhões, resultado cerca de três vezes maior que as perdas registradas no ano anterior.
Entre os fatores apontados para o desempenho negativo estão o elevado endividamento das famílias brasileiras e os juros altos, que pressionam o orçamento dos consumidores e reduzem o poder de compra.
Corte representa mudança na estratégia da rede
Antes do fechamento em massa, a Casas Bahia vinha reduzindo sua presença física de maneira mais gradual, com o encerramento de aproximadamente 20 a 30 lojas por ano.
A decisão de fechar 298 unidades de uma só vez representa uma mudança significativa na estratégia da companhia, que busca reduzir custos, reorganizar suas operações e recuperar a saúde financeira.
No Sertão do Pajeú, o encerramento da unidade de Afogados da Ingazeira representa também a saída de uma marca tradicional do comércio local, afetando trabalhadores e consumidores que utilizavam a loja para compras de eletrodomésticos, móveis e outros produtos.
O processo de reestruturação deverá continuar sendo acompanhado de perto, diante dos impactos provocados pelo fechamento das unidades e pelas demissões em diferentes regiões do país.



















