Foi a primeira vez que João Campos falou sobre o caso com a imprensa. Antes, o candidato havia publicado um vídeo nas redes sociais condenando os ataques. Após participar de um compromisso de campanha, no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, ele voltou a defender uma investigação para identificar os responsáveis.
Segundo João, a Frente Popular de Pernambuco acionou a Justiça Eleitoral para que sejam esclarecidas a autoria e as circunstâncias da colocação dos cartazes. Ele também afirmou que medidas foram tomadas contra adversários que, segundo ele, tentaram associar o episódio ao PSB ou a integrantes de sua aliança política.
“Só tenho a certeza de que quem fez isso é um criminoso. Algum criminoso fez isso, e a Justiça tem que descobrir quem é. Urgente, urgente. A Justiça, a polícia, o Ministério Público precisam urgentemente esclarecer o que é isso”, declarou.
O candidato reforçou que não teve qualquer participação no episódio e afirmou que jamais autorizaria uma ação semelhante.
“Quem fez isso praticou um crime. Não tem conversa. E eu jamais, jamais faria ou autorizaria qualquer tipo de prática como essa. Isso é inadmissível”, afirmou.
João Campos também citou a decisão da Justiça Eleitoral que determinou a retirada de publicações que atribuíam ao PSB a autoria dos cartazes. De acordo com o candidato, a intenção agora é buscar a responsabilização dos responsáveis também na esfera criminal.
“Vamos atrás da Justiça criminal para responsabilizar criminalmente quem está fazendo isso”, acrescentou.
Durante a declaração, João Campos destacou ainda a gravidade dos ataques dirigidos a Raquel Lyra, especialmente por envolverem o marido da governadora, que morreu no dia do primeiro turno das eleições de 2022.
“Perdi meu pai durante uma eleição. A candidata Raquel Lyra perdeu o esposo dela durante uma eleição. A dor de ninguém deve ser objeto de discussão política e muito menos de calúnia, de difamação ou de discurso de ódio”, afirmou.
Para o candidato, episódios dessa natureza não podem fazer parte da disputa eleitoral. João defendeu uma apuração rigorosa para identificar os responsáveis pela produção e afixação do material.
“É inaceitável contra mim, contra qualquer candidatura. Não se pode passar por isso. É preciso uma investigação rigorosa e dizer quem fez isso, porque quem fez isso não tem outro nome, é um criminoso. Crime”, concluiu.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.