Ao mesmo tempo, o Estado já projeta a próxima etapa do processo. O governo prevê assinar, no início de maio, o contrato do segundo bloco da concessão, que abrange a Região Metropolitana do Recife e o Pajeú.
Durante os próximos seis meses, os serviços continuam sendo prestados pela Compesa, enquanto a concessionária Vita Sertão assume gradualmente a operação. Após esse período, a empresa passará a atender diretamente a população, com a meta de universalizar o acesso à água e ao esgotamento sanitário até 2033.
Para a concessionária, a mudança está associada à capacidade de investimento e à agilidade na execução dos serviços. Segundo o CEO da Vita Sertão, Eduardo Dantas, a proposta apresentada no leilão buscou ampliar os resultados diretos para a população, com mais eficiência, transparência e velocidade na implementação das ações, mantendo a água como um bem público.
Investimentos e alcance
A concessão do bloco Sertão integra um projeto mais amplo estruturado pelo Estado e leiloado em dezembro de 2025, na Bolsa de Valores de São Paulo. No conjunto, o modelo prevê mais de R$ 23 bilhões em investimentos e outorgas.
Para os municípios do Sertão, a previsão é de R$ 3,2 bilhões em investimentos ao longo do contrato, além do pagamento de R$ 805,8 milhões em outorga, que será destinada às cidades para aplicação em saneamento.
A proposta busca enfrentar um problema histórico da região, marcado pela baixa disponibilidade hídrica e pela irregularidade no abastecimento.
O governo afirma que a concessão deve melhorar o acesso à água e ao esgotamento sanitário e reduzir o racionamento em diversas cidades.
A governadora Raquel Lyra classificou o momento como uma mudança estrutural no Estado e destacou que o projeto representa um avanço em um tema considerado sensível, ao viabilizar investimentos necessários para ampliar o atendimento à população.

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