quarta-feira, 1 de abril de 2026

Justiça de Pernambuco absolve padre Airton Freire de acusações de estupro

A Justiça de Pernambuco absolveu, nesta segunda-feira (30), o padre Airton Freire, segundo informações divulgadas pela assessoria da equipe de advogados de defesa do religioso.

Em 2023, o padre foi acusado de estupro por uma colaboradora da Fundação Terra, no Sertão de Pernambuco, instituição que ele comandava. A personal stylist Sílvia Tavares afirmou que os crimes teriam ocorrido nas dependências da fundação, localizada em Arcoverde. Na ocasião, o padre chegou a ser colocado em prisão domiciliar, em 14 de julho de 2023.

De acordo com a assessoria do padre, a sentença foi proferida pelo juiz da Vara Única de Buíque (Agreste), Felipe Marinho dos Santos, que concluiu que “as provas periciais colhidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE) na instrução do processo contradizem a versão da suposta vítima, tornando impossível a comprovação da acusação”. A decisão, segundo os advogados, tramita sob segredo de Justiça.

Além de padre Airton, o motorista Jailson Leonardo da Silva, acusado de participação no suposto crime, também foi absolvido. Ambos estavam presos desde 2023, ano em que as acusações foram tornadas públicas. Com a decisão, a prisão preventiva do religioso foi revogada.

“Em que pese os dados da sentença serem sigilosos, podemos dizer que ficou claro, por um fato objetivo trazido aos autos pela perícia técnica, que as versões de Silvia, dadas nos autos e em entrevistas públicas, nunca corresponderam à realidade”, afirmou a advogada Mariana Carvalho, que comandou a defesa, em conjunto com os criminalistas Eduardo Trindade e Marcelo Leal.

O caso foi considerado tecnicamente complexo, devido à quantidade de depoimentos e à posição de liderança religiosa do padre em Pernambuco. “O juiz foi equilibrado, isento e fez uma análise minuciosa de todas as informações em um caso complexo até concluir que os fatos não endossavam as acusações”, acrescentou Trindade.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que não se pronunciaria sobre o resultado do julgamento, por se tratar de um processo que corre em segredo de Justiça.

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