A novidade promete ampliar o acesso ao tratamento da obesidade e do diabetes, já que o medicamento chega ao mercado com valores inferiores aos praticados atualmente por produtos da mesma categoria. A versão nacional foi desenvolvida após o fim da patente da semaglutida, substância amplamente utilizada em tratamentos para controle de peso e glicemia.
A medicação recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e foi apresentada como uma alternativa mais acessível para pacientes que enfrentam dificuldades para arcar com os altos custos dos tratamentos disponíveis. Atualmente, alguns medicamentos à base de semaglutida podem ultrapassar R$ 1 mil por mês.
De acordo com a EMS, o pacote inicial foi planejado para atender os três primeiros meses de tratamento, período em que os pacientes utilizam doses menores da substância. O valor total para os 90 dias será de R$ 863,23, o que representa um custo médio mensal de aproximadamente R$ 287.
A farmacêutica também informou que pretende lançar uma segunda apresentação do medicamento, contendo duas canetas de 1,0 mg, ao preço de R$ 896. No entanto, a empresa ainda não divulgou a data de chegada dessa versão ao mercado.
Concorrência deve impulsionar redução de preços
Na semana passada, a Anvisa autorizou a EMS a praticar como teto o mesmo valor cobrado pelos medicamentos de referência comercializados pela fabricante dinamarquesa Novo Nordisk, com preços próximos de R$ 800 por caneta. Apesar da autorização, a empresa brasileira optou por lançar o produto com valor inferior.
A entrada da nova caneta de semaglutida ocorre em um cenário de aumento da concorrência no setor, após o encerramento da exclusividade da patente. Especialistas avaliam que a chegada de novos fabricantes poderá contribuir para a redução dos preços e ampliar o acesso ao tratamento para milhares de brasileiros nos próximos meses.

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