sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Prefeitura de Triunfo implanta o Programa Boas Práticas de Manipulação nos açougues do município


A Prefeitura de Triunfo, no Sertão pernambucano, está periodicamente capacitando açougueiros do município, com o objetivo de implantar o Programa de Boas Práticas de Manipulação (BPM), em açougues do município, principalmente no Mercado Público Municipal.
Para o médico veterinário do município, Neilson Madureira (foto), a necessidade da implantação de um Programa de Boas Práticas de Manipulação em açougues, parte da importância do consumo elevado dos diversos tipos de carnes e seus derivados na alimentação da população, sendo imprescindível, dessa forma um processo de capacitação dos manipuladores nestes   estabelecimentos. Essa implantação de BPM é um importante elo da cadeia produtiva de carne com o consumidor, para que este tenha consciência e segurança, do que foi produzido e está sendo oferecido. De forma geral, a análise pós-mortem, desde o abate até a aquisição pelo consumidor, torna-se de grande relevância, tendo em vista as diversas enfermidades que podem ser transmitidas nessa manipulação e ainda a aplicação implacável, cada vez mais, da Legislação Sanitária, pelas entidades de fiscalização estadual e federal. Aspectos como textura, coloração, odor, temperatura, contaminação cruzada com outras espécies animais, limpeza e higienização; devem ser considerados em todo o processo.
A carne é considerada um alimento nobre para o ser humano pela riqueza de seus nutrientes, porém esta deve ter procedência conhecida e regulada por órgãos fiscalizadores para que sua qualidade não seja influenciada pela tecnologia empregada e pelo manuseio inadequado. O açougue, elo da longa cadeia de produção da carne com o consumidor, mantém práticas que merecem atenção para a segurança da saúde da população, devido ao risco de contaminação microbiana. Neste sentido, diversos trabalhos ressaltam a importância dos açougues como possíveis fontes de contaminação de carnes e derivados, principalmente, pela falta ou pouco uso das boas práticas de manipulação. 
“Entendo que a quebra de paradigmas culturais em relação ao abate, transformação ou beneficiamento dos alimentos cárneos, seguindo as normas da Legislação Sanitária em vigor, deva ser o ponto crucial desse trabalho. Portanto, inicialmente, trata-se de um trabalho de cunho educativo; até chegarmos ao ponto de uma prática comum, correta e sem riscos sanitários aos manipuladores e consumidores” afirma Neilson Madureira.

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