terça-feira, 7 de julho de 2026

Ex-funcionário afirma que organizadora pediu para apagar vídeo após acidente fatal em salto de rope jump em Limeira


Um ex-funcionário da empresa Entre Cordas revelou que uma das organizadoras do salto de rope jump, Eveliyne dos Santos, teria solicitado que o vídeo gravado durante a atividade fosse apagado logo após o acidente que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 26 anos. O caso aconteceu no dia 13 de junho, em uma ponte na cidade de Limeira, no interior de São Paulo.

O relato foi feito por Gustavo Lozzi, durante entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo. Segundo ele, ouviu a organizadora dizer: “Gustavinho, traz essa câmera, a gente precisa apagar o vídeo”. O ex-funcionário também afirmou que não presenciou ninguém retirando a câmera que estava presa ao braço da vítima.

A câmera havia sido fixada ao braço de Maria Eduarda para registrar toda a experiência do salto. No entanto, conforme as investigações da Polícia Civil, o equipamento desapareceu e até o momento não foi localizado. Os investigadores consideram o material essencial para esclarecer a dinâmica do acidente.

Os demais funcionários ouvidos pela polícia negaram ter retirado ou escondido a câmera.

De acordo com o inquérito policial, testemunhas relataram ter ouvido ordens para recuperar o equipamento e apagar as imagens gravadas. A investigação também aponta que o desaparecimento da câmera, aliado à desativação de um perfil em uma rede social ligado à atividade de rope jump, pode indicar uma possível tentativa de ocultação de provas.

Nesta semana, Eveliyne dos Santos foi indiciada pela Polícia Civil. O caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias da morte de Maria Eduarda e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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