Em vídeo gravado em Brasília, o político negou especulações sobre um possível recuo de seu nome ou mudanças na possível chapa da Frente Popular de Pernambuco, liderada pelo prefeito do Recife, João Campos, nas eleições previstas para o fim deste ano. Miguel classificou os comentários de bastidores como “mimimi” e reforçou que o projeto político segue firme.
“Quero reafirmar: sou candidato. Serei senador de Pernambuco com muita fé em Deus e, acima de tudo, podendo contar com a confiança dos homens e das mulheres pernambucanos”, declarou.
Disputa interna e tensão na federação partidária
A declaração ocorre em um momento delicado dentro do próprio partido. Além da pressão externa, Miguel Coelho enfrenta uma disputa interna no União Brasil sobre o posicionamento político nas eleições estaduais.
Enquanto o ex-prefeito articula uma aproximação com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o deputado federal Mendonça Filho, vice-presidente da legenda no estado, defende que o partido apoie a reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, filiada ao Partido Social Democrático.
Outro ponto de tensão envolve a formação da federação partidária entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP). Miguel Coelho afirmou que a legenda não pretende abrir mão de espaço político para outras siglas dentro da nova composição.
“Não existe conversa no União indicar vice. Não existe conversa do PP ou de qualquer outro partido tirar os nossos espaços. Somos um dos maiores partidos políticos do Brasil. Nós seremos candidatos e vamos ganhar no voto”, afirmou.
Apesar do discurso de confiança, a definição final sobre o posicionamento da federação em Pernambuco deve partir da direção nacional, em Brasília. Mendonça Filho já encaminhou um pedido à executiva nacional para que a decisão sobre qual palanque o grupo ocupará no estado seja tomada o mais breve possível.

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