De acordo com o anúncio, a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) representa uma redução de aproximadamente R$ 0,32 por litro nas refinarias. Além disso, o governo também prevê a concessão de subvenções ao diesel, que somam outros R$ 0,32 por litro, completando a queda estimada de R$ 0,64.
As medidas têm caráter temporário e foram adotadas diante da escalada do conflito no Oriente Médio, que tem pressionado o mercado internacional de petróleo. A valorização do barril no exterior aumenta a pressão por reajustes nos preços praticados pela Petrobras, especialmente no caso do diesel.
Segundo estimativas do mercado, a defasagem do diesel nas refinarias da estatal brasileira chegou a cerca de 50% em relação ao preço praticado na região do Golfo do México, um dos principais parâmetros internacionais para o combustível.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a decisão busca proteger o consumidor dos impactos diretos da guerra sobre os preços dos combustíveis. Segundo ele, a população não pode ser “prejudicada” por um conflito internacional.
Ao mesmo tempo, o ministro argumentou que os produtores de combustível também não devem ser favorecidos por aumentos de preços motivados exclusivamente pelo cenário externo. Haddad destacou ainda que os custos de produção no Brasil permanecem estáveis, o que, na avaliação do governo, não justificaria aumentos extraordinários no preço do diesel neste momento.

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