Apesar da admissão, a defesa de Lulinha negou qualquer relação comercial ou recebimento de valores por parte do empresário, classificando o vínculo entre ambos como “esporádico” e de caráter social.
Defesa formaliza versão ao STF
Embora a informação já tivesse sido antecipada pela imprensa, esta é a primeira vez que os advogados apresentam formalmente ao ministro André Mendonça explicações detalhadas sobre a relação entre Lulinha e o empresário investigado.
A petição foi protocolada após a divulgação da quebra de sigilo bancário de Antônio Camilo e diante da possibilidade de novas medidas por parte da Polícia Federal.
Apresentação e viagem a Portugal
Segundo a defesa, Lulinha conheceu o empresário em 2024, por intermédio da amiga Roberta Luchsinger, que o teria apresentado como um bem-sucedido empreendedor do setor farmacêutico. À época, ele afirma não ter conhecimento de qualquer atuação de Camilo junto ao INSS.
O documento relata que o contato evoluiu para uma conversa sobre um projeto de produção de canabidiol medicinal, tema que despertou interesse pessoal de Lulinha devido ao tratamento de uma sobrinha.
Ainda de acordo com a petição, o empresário convidou Lulinha para acompanhá-lo em uma viagem a Portugal, em novembro de 2024, com o objetivo de conhecer fornecedores e propriedades ligadas ao projeto. Todos os custos teriam sido pagos por Antônio Camilo.
“Sem participação em negócios”, diz defesa
Os advogados sustentam que a participação de Lulinha se limitou à visita e que ele não esteve envolvido em negociações, investimentos ou qualquer tipo de associação empresarial.
“Jamais firmou relação comercial, não investiu recursos e tampouco recebeu convite para participação no projeto”, afirma a defesa no documento enviado ao STF.
Alegação de desconhecimento
A defesa também argumenta que, no momento da viagem, Antônio Camilo era visto como um empresário legítimo e que eventuais suspeitas sobre fraudes só vieram a público posteriormente, com a deflagração da operação policial que investiga o esquema no INSS, em abril de 2025.
Segundo os advogados, mesmo que houvesse algum tipo de relação comercial, isso não configuraria crime por si só, desde que não houvesse conhecimento prévio de irregularidades.
Caso segue sob análise
O caso permanece sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto as investigações sobre o suposto esquema envolvendo o INSS continuam em andamento. A manifestação da defesa busca afastar qualquer suspeita de envolvimento direto de Lulinha nas irregularidades apuradas.

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