Um movimento livre criado na rede social Whatsapp por mulheres de Afogados da Ingazeira, no sertão do estado de Pernambuco, reuniu na manhã deste sábado 22, mais de 500 mulheres no protesto #ele não #ele nuca! Que abomina a candidatura do deputado Jair Messias Bolsonaro (PSL) a presidência da República.
O ato contou com a força de grupo de mulheres de cidades como Carnaíba e Iguaracy e o apoio de diversos homens que também apoiam o movimento na cidade.
O movimento teve concentração às 08h00 da manhã no entroncamento do Anel Viário com a Avenida Rio Branco, percorrendo a referida Avenida sentido centro passando pela Rua Antônio Rafael de Freitas, Avenida Manoel Borba, Barão de Lucena e Praça de Alimentação , finalizando a passeata na calçada da igreja matriz na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara
As mulheres são uma das grandes barreiras para a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Entre elas, o índice de rejeição ao capitão da reserva é alto: gira em torno de 50%, segundo as pesquisas. No mês que antecede a votação de 7 de outubro, a mobilização desembocou num protesto que veio engrossar o discurso contra o nome do PSL. O grupo de organizou todo o movimento em apenas uma semana.
O advogado e ex vereador de Carnaíba, Dr. Clovis Lira e sua esposa Izilda Sampaio e a Primeira Dama de Afogados da Ingazeira Madalena Brito prestigiaram o movimento que terminou com um minuto de silêncio em memória de todas as mulheres vitimas de violência no Brasil.
Bolsonaro é réu de uma ação penal movida a partir de um episódio envolvendo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), na qual ele responde pelo crime de incitação ao estupro. Em 2014, Bolsonaro disse à deputada que não a estupraria porque “ela não merece”, ao rebater um discurso feito pela petista no plenário da Câmara. Na ocasião, Rosário defendia a Comissão da Verdade e as investigações dos crimes da ditadura militar. O presidenciável também já afirmou, em diferentes ocasiões, que não há problemas no fato de mulheres ganharem salários menores do que os dos homens. Quem deve regular isso, segundo o candidato, é o mercado, a partir de garantias dadas pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Ele é conhecido pelo preconceito contra mulheres, negros, indios, nordestinos e homossexuais.
Caue Rodrigues
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