quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Turistas pagarão mais para visitar Fernando de Noronha


Três meses depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) classificar como “um roubo” as taxas do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, o governo federal decidiu reajustar o valor cobrado aos visitantes deste e de outros nove parques federais. A partir de 1º de novembro deste ano, os turistas que visitarem Noronha pagarão uma taxa de R$ 222 para até dez dias de acesso ao parque nacional. Atualmente, a taxa é de R$ 212. Os visitantes brasileiros têm 50% de desconto e passarão a pagar taxa de R$ 111 – antes o valor era de R$ 106.
Em julho, o presidente Bolsonaro fez uma postagem em suas redes sociais na qual afirmou que a taxa “é um roubo” e que pretendia revê-la. “Isso explica porque quase inexiste turismo no Brasil”, afirmou o presidente na postagem, acompanhada de um vídeo no qual um homem dizia que a praia local fica vazia mesmo quando o limite para visitantes é atingido.
Após a declaração de Bolsonaro, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a visitar a região. Em encontro com a empresa Econoronha, responsável pela arrecadação da taxa de visitação das praias do parque marinho do arquipélago, contudo, não detalhou nenhum plano para rever a taxa.
A taxa é cobrada desde 2012. Segundo o ICMBio, braço do Ministério do Meio Ambiente responsável pela conservação de fauna e flora, 70% do valor do ingresso é usado na infraestrutura, sinalização e manutenção de trilhas do parque nacional. Além da taxa para acesso ao parque, os visitantes de Noronha pagam ainda uma taxa de preservação ambiental de R$ 73,52 por dia, com teto de 30 dias. Mesmo com as taxas, o arquipélago é um dos destinos mais procurados do litoral brasileiro. Em 2018, recebeu 103 mil turistas, número recorde e acima do limite considerável suportável para o local, que é de 89 mil visitantes por ano, segundo estudo feito em 2009.

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