A informação foi confirmada pelo perito Luiz Rustenes, que participou da análise. Segundo ele, a avaliação macroscópica — etapa que considera aspectos visíveis a olho nu — não encontrou alterações típicas associadas a quadros graves de intoxicação.
Entre os sinais que não foram observados estão edema cerebral, congestão meníngea, edema pulmonar acentuado e hemorragias difusas em órgãos como pulmão e coração. O perito também destacou a ausência de odor característico, que em alguns casos pode indicar a presença de substâncias tóxicas.
Apesar disso, o caso levanta questionamentos, já que, além de Raíssa, mais de 100 pessoas procuraram atendimento médico com sintomas compatíveis com intoxicação alimentar após consumirem o mesmo alimento.
O Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) informou que exames toxicológicos ainda estão em andamento e serão fundamentais para esclarecer o que de fato ocorreu. Esses testes são mais detalhados e podem identificar substâncias químicas ou tóxicas no organismo, mesmo quando não há sinais evidentes na análise inicial.
“Solicitamos exames toxicológicos e fizemos a coleta de material biológico para investigar substâncias exógenas que possam ter relação com o caso. Caso tenha havido ingestão, isso deverá aparecer no resultado”, explicou Rustenes.
O perito também ressaltou que a manifestação de sinais pode variar conforme fatores como a quantidade ingerida e a reação individual do organismo, o que pode dificultar uma conclusão imediata.
A expectativa agora é que os exames laboratoriais apontem se houve intoxicação exógena — causada pela ingestão de substâncias tóxicas — ou se a morte teve outra origem. Enquanto isso, o caso segue em investigação e gera preocupação na população local diante do número elevado de pessoas afetadas.

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