No cenário direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 46% das intenções de voto, contra 45% do senador, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Os votos em branco, nulos ou em nenhum dos dois somam 8%, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou preferiu não responder. Em comparação com o levantamento de março, ambos permanecem com os mesmos 46%, indicando estabilidade.
Nos demais cenários testados para o segundo turno, Lula aparece numericamente à frente, mas ainda dentro da margem de erro. Contra Romeu Zema, o presidente tem 45% contra 41% do adversário. Já frente a Ronaldo Caiado, Lula também marca 45%, enquanto o ex-governador registra 41%. Em ambos os casos, os índices de votos brancos, nulos ou indecisos variam entre 11% e 12%.
A pesquisa ouviu 2.028 eleitores entre os dias 24 e 26 de abril, com nível de confiança de 95%.
Voto espontâneo e cenário do primeiro turno
No levantamento espontâneo para o primeiro turno, Lula mantém 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 36%, apresentando uma leve oscilação negativa em relação aos 38% registrados em março, ainda dentro da margem de erro.
Entre outros pré-candidatos, as variações foram mais discretas: Romeu Zema subiu de 4% para 5%, Ronaldo Caiado manteve 4%, Renan Santos avançou de 2% para 4%, e Aldo Rebelo passou de 0% para 1%.
Rejeição e avaliação do governo
Os índices de rejeição mostram um empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 48%. Há quatro semanas, a rejeição ao atual presidente era de 49%. Entre os eleitores que afirmam votar exclusivamente em um candidato, Lula registra 34%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 27%, sem mudanças em relação ao levantamento anterior.
A avaliação do governo federal apresentou leve melhora dentro da margem de erro. A aprovação subiu de 45% para 46%, enquanto a desaprovação caiu de 51% para 49%. Com isso, o saldo negativo recuou de -6 para -3 pontos percentuais.
Economia e impacto no voto
O estudo também analisou a situação financeira dos brasileiros. Segundo os dados, 59% dos entrevistados afirmaram possuir algum tipo de dívida, sendo que 24% têm débitos em atraso há mais de 30 dias.
Além disso, cerca de metade dos eleitores relatou maior dificuldade de consumo atualmente em comparação ao período anterior a 2023. Essa percepção inclui desde a compra de itens básicos até o pagamento de contas.
De acordo com a análise da pesquisa, a situação econômica influencia diretamente o comportamento eleitoral. Eleitores que relatam menor dificuldade de consumo tendem a preferir Lula em um eventual segundo turno. Por outro lado, aqueles que enfrentam mais dificuldades financeiras demonstram maior inclinação a apoiar Flávio Bolsonaro.
A íntegra da pesquisa está disponível no site da Nexus.

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