segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Mancha Verde leva filha de Lampião para a avenida em homenagem ao Nordeste e Serra Talhada

 


A atual campeã do Carnaval de São Paulo, Mancha Verde, foi a terceira escola de samba a entrar no Sambódromo do Anhembi na noite/madrugada de hoje, apresentando o enredo “Oxente – Sou xaxado, sou Nordeste, sou Brasil”, citando no samba a cidade de Serra Talhada.

A escola usou tons vibrantes para contar a história do xaxado e retratar o cangaço, o sertão e a caatinga, geralmente representados em tons de amarelo e marrom.

Com grandes vestidos azuis e verdes, a ala das baianas veio adornada com flores de mandacaru, muito comuns na região nordeste do país.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira atravessou a avenida usando laranja e amarelo fluorescente, representando o sol do sertão. O segundo casal estava caracterizado de Lampião e Maria Bonita, com brilhantes trajes azuis.

A filha única de Lampião, aliás, participou do desfile. Expedita Ferreira da Silva, de 94 anos, foi destaque do carro alegórico “No Tempo do Cangaço”, que contou com uma figura de sete metros de altura do cangaceiro.

“Mancha Verde é emoção, oxente/Coração do nordestino bate no peito da gente/Somos uma só família, êta povo abençoado/Hoje meu samba vai no passo do xaxado”, canta o samba. Puxado por Fredy Vianna, o enredo foi acompanhado de uma sanfona e ganhou toques de xote.

O desfile homenageou ainda figuras nordestinas de destaque como Luiz Gonzaga, o rei do baião, e o religioso Padre Cícero.

Durante a passagem da Mancha pela avenida, a torcida da escola, empolgada e cantando alto, acendeu sinalizadores verdes na arquibancada.

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