Cerveja com mandioca forma a casadinha que deu certo no lançamento mais recente da Ambev, chamada de Nossa. A bebida, distribuída em todo o Estado, leva a ideia de campo para o copo graças ao valor sertanejo agregado pelo insumo. Embora não seja a mesma raiz consumida na mesa nordestina, a espécie que a indústria transforma em fécula para fazer uma breja mais leve e barata em comparação às tradicionais, garante a manutenção da cadeia produtiva na microrregião de Araripina, no Sertão do Estado.
E isso é motivo para este ano ser um dos melhores na produção do agricultor Silvano Coelho, que se dedica à propriedade da família, localizada na Zona Rural da Serra do Inácio. Duas razões são fortes para ele comemorar o dobro de área cultivada, agora em 100 hectares. A chuva, que caiu entre os meses de maio e junho, e o contrato de fornecimento direto com a cervejaria.
Mais de 300 famílias foram mapeadas em todo o Estado, sendo Araripina a região mais expressiva no cultivo da mandioca. Seu Silvano concorda. Ele, que deixou de lecionar geografia em escola municipal para se dedicar quase exclusivamente à lavoura, representa um dos seis produtores parceiros nesse projeto. “A Serra do Araripe tem 800 metros acima do nível do mar e essa altitude é considerada a melhor para o cultivo de quase 300 mil hectares. Já a Serra do Inácio tem cerca de 21 mil hectares. Juntas, elas fazem a diferença na região”, resume. A média de produção das duas fica em torno de 500 mil toneladas por ano.

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