A estreia da terceira temporada de Amigos, Sons e Palavras, programa apresentado por Gilberto Gil no Canal Brasil, é um incentivo para a retomada do diálogo entre artistas e a Cultura. Ao menos é o que ele expõe sobre a percepção que teve dos últimos quatro dos seus 70 anos.
“As conversas que tive foram revelando as dificuldades que tivemos para nos relacionarmos com o mundo institucional da Cultura, que foi desprezado e menosprezado nesses últimos anos. Particularmente pelo governo central”, destacou o artista, ícone do Tropicália e da música brasileira.
Durante entrevista coletiva, o ministro da Cultura do primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que iniciou seu terceiro mandato no dia 1º, afirmou que o obscurantismo é um problema crônico da sociedade e a atração que apresenta é uma forma de resistência a isso.
Crítico do governo de Jair Bolsonaro (PL), há a compreensão de que a “má-fase” (aspas nossas) da Cultura já passou, mas é preciso manter o diálogo sempre livre e aberto.
“É uma defesa que nós artistas fazemos do nosso jeito de ser e estar, principalmente diante dessa coisa obscurantista que nos assola permanentemente, mas que piorou muito mais nesses tempos que acabamos de superar no Brasil”, reforça.

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