quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Novo presidente da Compesa projeta R$ 20 bilhões em investimentos até 2030 com novos contratos de concessão


 O novo presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, afirmou que a companhia deve ganhar um novo impulso a partir da assinatura dos novos contratos de concessão, prevista para acontecer ainda no mês de março. A expectativa é que, com a entrada de dois novos parceiros privados, o setor de abastecimento de água e saneamento em Pernambuco receba investimentos estimados em R$ 20 bilhões até 2030.

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, comandado pelo comunicador Igor Maciel, Nóbrega explicou que o processo de transição deve ocorrer em até seis meses após a assinatura dos contratos. Nesse período, será feita a integração das equipes da Compesa com as empresas líderes dos dois consórcios vencedores.

Segundo ele, as concessionárias passarão a atuar diretamente na ponta do sistema, assumindo os serviços de tratamento, adução e distribuição de água nos municípios pernambucanos. Já a Compesa concentrará sua atuação na produção de água bruta, que será fornecida às empresas responsáveis pela etapa final até a entrega nas residências e estabelecimentos comerciais.

Modelo prevê ampliação da distribuição

A nova modelagem estabelece que as concessionárias terão 35 anos para realizar os investimentos previstos, com foco principal na ampliação e melhoria da rede de distribuição. A tendência, de acordo com o presidente, é que a população perceba avanços significativos na regularidade e na cobertura do abastecimento.

Enquanto isso, a Compesa e o Governo do Estado continuarão investindo em grandes obras estruturadoras, como adutoras, sistemas de produção e tratamento de água. Atualmente, a companhia já conta com R$ 4,5 bilhões assegurados, além de mais de R$ 2 bilhões provenientes do orçamento da Secretaria de Recursos Hídricos.

Pagamento da outorga será feito em parcelas

Douglas Nóbrega destacou que o modelo de pagamento da outorga foi estruturado com foco na universalização dos serviços de água e saneamento. O valor total da concessão soma R$ 1,407 bilhão, a ser pago em três parcelas.

A primeira, correspondente a 60% do total (R$ 844,25 milhões), será quitada até 60 dias após a assinatura do contrato. As outras duas parcelas, de R$ 281,41 milhões cada, serão pagas após 180 dias e três anos, respectivamente.

Parte desses recursos será destinada aos municípios pernambucanos. Pela divisão proporcional, os repasses devem variar entre R$ 4,125 milhões e R$ 116,634 milhões. O Recife, por ter a maior população e peso econômico do Estado, ficará com a maior parcela.

Embora o Governo de Pernambuco sugira que os valores sejam aplicados prioritariamente em ações de água e saneamento — compromisso já assumido pelo próprio Estado —, não haverá obrigatoriedade. Os prefeitos terão autonomia para decidir como utilizar os recursos recebidos.

Com o novo modelo, a expectativa é acelerar a universalização do abastecimento de água e ampliar a cobertura de saneamento básico em todo o território pernambucano, combinando investimentos públicos estruturantes com a atuação das concessionárias na distribuição.

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