Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, comandado pelo comunicador Igor Maciel, Nóbrega explicou que o processo de transição deve ocorrer em até seis meses após a assinatura dos contratos. Nesse período, será feita a integração das equipes da Compesa com as empresas líderes dos dois consórcios vencedores.
Segundo ele, as concessionárias passarão a atuar diretamente na ponta do sistema, assumindo os serviços de tratamento, adução e distribuição de água nos municípios pernambucanos. Já a Compesa concentrará sua atuação na produção de água bruta, que será fornecida às empresas responsáveis pela etapa final até a entrega nas residências e estabelecimentos comerciais.
Modelo prevê ampliação da distribuição
A nova modelagem estabelece que as concessionárias terão 35 anos para realizar os investimentos previstos, com foco principal na ampliação e melhoria da rede de distribuição. A tendência, de acordo com o presidente, é que a população perceba avanços significativos na regularidade e na cobertura do abastecimento.
Enquanto isso, a Compesa e o Governo do Estado continuarão investindo em grandes obras estruturadoras, como adutoras, sistemas de produção e tratamento de água. Atualmente, a companhia já conta com R$ 4,5 bilhões assegurados, além de mais de R$ 2 bilhões provenientes do orçamento da Secretaria de Recursos Hídricos.
Pagamento da outorga será feito em parcelas
Douglas Nóbrega destacou que o modelo de pagamento da outorga foi estruturado com foco na universalização dos serviços de água e saneamento. O valor total da concessão soma R$ 1,407 bilhão, a ser pago em três parcelas.
A primeira, correspondente a 60% do total (R$ 844,25 milhões), será quitada até 60 dias após a assinatura do contrato. As outras duas parcelas, de R$ 281,41 milhões cada, serão pagas após 180 dias e três anos, respectivamente.
Parte desses recursos será destinada aos municípios pernambucanos. Pela divisão proporcional, os repasses devem variar entre R$ 4,125 milhões e R$ 116,634 milhões. O Recife, por ter a maior população e peso econômico do Estado, ficará com a maior parcela.
Embora o Governo de Pernambuco sugira que os valores sejam aplicados prioritariamente em ações de água e saneamento — compromisso já assumido pelo próprio Estado —, não haverá obrigatoriedade. Os prefeitos terão autonomia para decidir como utilizar os recursos recebidos.
Com o novo modelo, a expectativa é acelerar a universalização do abastecimento de água e ampliar a cobertura de saneamento básico em todo o território pernambucano, combinando investimentos públicos estruturantes com a atuação das concessionárias na distribuição.

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