O advogado-geral da União, Jorge Messias, usou as redes sociais nesta quinta-feira (30) para agradecer o apoio recebido de ministros do Supremo Tribunal Federal após ter seu nome rejeitado pelo Senado para ocupar uma vaga na Corte.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários no plenário. Para ser aprovado, eram necessários pelo menos 41 votos, o que inviabilizou sua nomeação ao STF.
Em publicações na rede social X, o AGU direcionou mensagens a integrantes da Corte. Ao ministro Gilmar Mendes, decano do tribunal, Messias afirmou que as palavras de apoio recebidas servem como “inspiração” para seguir comprometido com o sistema de Justiça. Já ao ministro André Mendonça, a quem chamou de “irmão”, declarou que o apoio foi “uma das maiores honras de sua trajetória”, destacando qualidades como “integridade, bondade e coerência”.
Mais cedo, o advogado-geral também publicou um versículo bíblico nas redes sociais. A mensagem, retirada do livro de Salmos, menciona a ausência de medo diante de adversidades, mesmo diante de “dez mil inimigos ao redor”.
A rejeição de Messias ocorre em meio a um cenário de tensão entre o Congresso Nacional e o governo federal. Desde sua indicação, em novembro do ano passado, o nome do AGU enfrentava resistências políticas. Segundo informações de bastidores, uma ala do próprio STF teria atuado para enfraquecer o apoio ao indicado no Senado.
Entre os fatores que contribuíram para a resistência, estariam o alinhamento de Messias com Mendonça e a defesa de um Código de Ética para a magistratura, o que gerou desconforto entre membros da Corte. No Palácio do Planalto, também era conhecida a oposição de ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino à indicação.
Na tentativa de reverter o cenário, o ministro Cristiano Zanin articulou um jantar com lideranças políticas, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pedido de Lula. Apesar do esforço, a movimentação não foi suficiente para garantir os votos necessários à aprovação.
Com a rejeição, o governo deverá reavaliar estratégias e definir um novo nome para a vaga no Supremo.

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