O cronograma foi aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), responsável por definir as datas de liberação do benefício. O calendário contempla tanto trabalhadores da iniciativa privada quanto servidores públicos, mudando apenas a instituição financeira responsável pelo pagamento.
A Caixa Econômica Federal realiza os depósitos do PIS para trabalhadores da iniciativa privada, enquanto o Banco do Brasil é responsável pelo pagamento do Pasep aos servidores públicos.
A consulta do benefício está disponível desde fevereiro. Os trabalhadores podem verificar se têm direito ao abono, além do valor e banco responsável pelo pagamento, por meio da Carteira de Trabalho Digital, Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158.
Calendário do PIS/Pasep 2026
O pagamento do benefício ocorre conforme o mês de nascimento do trabalhador. Confira as datas de liberação:
* Nascidos em janeiro: pagamento a partir de 15 de fevereiro de 2026
* Nascidos em fevereiro: pagamento a partir de 15 de março de 2026
* Nascidos em março e abril: pagamento a partir de 15 de abril de 2026
* Nascidos em maio e junho: pagamento a partir de 15 de maio de 2026
* Nascidos em julho e agosto: pagamento a partir de 15 de junho de 2026
Os valores permanecem disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026.
Quem tem direito ao abono salarial
O benefício será pago aos trabalhadores que exerceram atividade com carteira assinada por pelo menos 30 dias durante o ano-base de 2024. Além disso, é necessário:
* Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
* Ter recebido remuneração média de até dois salários mínimos mensais em 2024;
* Ter os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial.
O valor do abono varia conforme a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base. Quem trabalhou os 12 meses poderá receber até um salário mínimo.
Mudanças previstas para os próximos anos
A partir de 2026, o teto de renda para acesso ao abono salarial passará a ser corrigido pela inflação. A medida faz parte das novas regras aprovadas pelo Congresso Nacional, que estabelecem uma transição gradual para reduzir o número de beneficiários do programa.
Segundo a regra, até 2035 o benefício deverá ser destinado apenas aos trabalhadores que recebem até 1,5 salário mínimo, reduzindo progressivamente o público atendido pelo abono salarial.

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