quinta-feira, 25 de junho de 2026

Pernambuco recebe mais de 25 mil doses da vacina Pneumo 20 para reforçar proteção infantil


 Pernambuco recebeu um lote inicial com 25.700 doses da vacina Pneumo 20, novo imunizante incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) que oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves como pneumonia, meningite, otite e infecções generalizadas.

A vacinação já está disponível para crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. A estratégia nacional de imunização foi lançada no último fim de semana pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

As doses enviadas ao estado fazem parte de um primeiro lote de 573,7 mil vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde para todo o país. A expectativa é que mais de 6,1 milhões de doses sejam disponibilizadas ao longo de 2026, ampliando a cobertura vacinal infantil.

A Pneumo 20 é o quarto imunobiológico incorporado ao calendário infantil do SUS na atual gestão federal. Na rede privada, o custo da vacina ultrapassa R$ 500, o que limitava o acesso de muitas famílias ao imunizante.

O principal diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção contra os sorotipos mais associados aos casos graves de doença pneumocócica invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A. Além de prevenir pneumonia e meningite, a vacina também protege contra a otite média, uma infecção que pode causar perda auditiva e, em casos mais graves, evoluir para complicações fatais.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade infantil por doenças preveníveis por vacinação. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados cerca de 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes, resultando em uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram contabilizados 616 casos e 188 óbitos no mesmo período.

A vacina Pneumo 20 teve seu registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2023. As primeiras aplicações ocorreram na rede privada em 2025, mas o alto custo restringiu o acesso. Com a incorporação ao SUS, a proteção passa a ser oferecida gratuitamente à população, representando um importante avanço na prevenção de doenças graves e na redução da mortalidade infantil.

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