quinta-feira, 30 de julho de 2026

Apac prevê chuvas abaixo da média no Leste de Pernambuco entre agosto e outubro

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou a previsão climática para o trimestre entre agosto e outubro, apontando que a porção leste de Pernambuco, que engloba a Região Metropolitana do Recife (RMR), a Zona da Mata e o Agreste, deverá registrar volumes de chuva abaixo da média esperada para o período.

Segundo a Apac, agosto marca o encerramento da estação chuvosa na maior parte do estado. Apesar da tendência de redução das precipitações, a meteorologista Edvânia Santos explica que ainda poderão ocorrer pancadas de chuva isoladas, de intensidade moderada a forte, concentradas em poucos dias, principalmente no litoral pernambucano.

Previsão para os próximos meses

Para agosto, a previsão indica uma média de 176,9 milímetros de chuva na Região Metropolitana do Recife. Na Zona da Mata, são esperados 112,4 mm, enquanto o Agreste deve registrar cerca de 58,5 mm. No Sertão, a previsão é de apenas 11,6 mm, o menor índice do estado. Já o Arquipélago de Fernando de Noronha deverá acumular aproximadamente 60,6 mm.

Em setembro, os volumes de precipitação diminuem em todas as regiões. A RMR deve registrar cerca de 102 mm de chuva, enquanto a Zona da Mata terá média de 60 mm. O Agreste deve receber aproximadamente 33 mm, o Sertão 9 mm e Fernando de Noronha 26,3 mm.

“A partir de setembro, inicia-se o período seco no setor leste pernambucano, quando as chuvas passam a ser, naturalmente, escassas”, destacou a meteorologista Edvânia Santos.

Já em outubro, a redução das chuvas será ainda mais acentuada. A previsão aponta cerca de 50 mm para a Região Metropolitana, 28 mm para a Zona da Mata, 18 mm para o Agreste, 12 mm para o Sertão e apenas 9 mm para Fernando de Noronha.

Além da diminuição das precipitações, a Apac também prevê temperaturas máximas acima da média climatológica em Pernambuco durante os meses de agosto, setembro e outubro.

El Niño deve ganhar força nos próximos meses

A Apac também acompanha a evolução do fenômeno El Niño, que deve se intensificar nas próximas semanas, podendo atingir intensidade forte e posteriormente muito forte a partir de outubro.

Apesar disso, Edvânia Santos ressalta que os efeitos do fenômeno ainda não são claramente perceptíveis em Pernambuco.

“Os impactos sobre Pernambuco tendem a ocorrer de forma gradual e modulada pelas condições do Atlântico Tropical e por outros modos de variabilidade climática”, explicou.

Segundo a especialista, embora junho e julho tenham registrado chuvas abaixo da média, essa redução não pode ser atribuída exclusivamente ao El Niño. Ela destaca que o resfriamento das águas do Atlântico Tropical próximo à costa africana reduziu a atuação dos Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), principais sistemas responsáveis pelas chuvas no litoral leste do Nordeste durante o inverno.

Em relação às temperaturas, a meteorologista afirma que ainda não há sinais de aquecimento generalizado provocado pelo El Niño. As mínimas registradas em julho permaneceram dentro da normalidade para a estação, com cerca de 14°C em municípios como Triunfo, Sertânia e Venturosa, mantendo as características típicas do inverno pernambucano.

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