Os pedidos de licença foram publicados nos Diários Oficiais e possuem efeito retroativo ao dia 4 de julho de 2026, data que marcou o prazo final para o afastamento dos servidores que pretendem concorrer às eleições. A legislação eleitoral determina que ocupantes de determinados cargos públicos devem se desincompatibilizar até três meses antes do pleito. Neste ano, o primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro.
De acordo com a Secretaria Estadual de Administração (SAD), o número de servidores estaduais afastados ainda poderá aumentar. Entre os 19 servidores que já solicitaram licença, 12 disputarão vagas na Câmara dos Deputados, cinco concorrerão ao cargo de deputado estadual, um tentará uma vaga no Senado Federal e outro buscará a suplência de senador.
A maior parte dos servidores estaduais afastados é vinculada à Secretaria de Educação, com 12 integrantes. Outros quatro pertencem à Secretaria Estadual de Saúde (SES), dois à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e um à Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE).
Na esfera municipal, a Prefeitura do Recife informou que 17 servidores solicitaram afastamento para disputar as eleições. Destes, 11 serão candidatos a deputado estadual e seis disputarão vagas para deputado federal. A administração municipal não divulgou, até o momento, as secretarias de origem dos servidores.
Além dos servidores públicos, integrantes do primeiro escalão do Governo de Pernambuco que pretendem disputar cargos eletivos precisaram deixar suas funções ainda em abril, respeitando o prazo de seis meses antes do primeiro turno. Na ocasião, pediram exoneração os secretários Daniel Coelho (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Kaio Maniçoba (Turismo e Lazer), Emmanuel Fernandes de Freitas Gois (Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo), Juliana Gouveia (Mulher), Carlos Braga (Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas) e André Teixeira Filho (Mobilidade e Infraestrutura).
Os afastamentos fazem parte das exigências previstas na legislação eleitoral, garantindo que os candidatos cumpram os prazos de desincompatibilização para concorrer às eleições de 2026.

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