O presidente da Associação dos Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), sargento Luiz Torres, como representante da categoria afirmou que o contingente de policiais no estado é insuficiente para atender com efetividade aos municípios.
Torres detalhou que dos 16 mil policiais que atualmente fazem parte da Polícia Militar de Pernambuco, a metade dessa quantidade é dividida por dois turnos, em dias ímpares e pares. Depois, essa metade (que são 8 mil), se divide novamente, desta vez entre dia e noite o que vai resultar em 4 mil.
Destes 4 mil, uma nova divisão, agora pelos 184 municípios e dessa forma chega ao quantitativo da média de policias por cidades.
“Só que, quando você pega um município feito Recife, Jaboatão, teria que ter um efetivo maior. Aí você vai ter que levar em conta policiais que estão de férias, de licença médica, adido em outras secretarias, policiais que fazem o serviço interno [administrativo]”, explicou.
O representante faz a afirmação um dia após operação da Polícia Militar que terminou na morte de 8 pessoas em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife.
Torres defendeu ainda que a PM tem que agir em maior número nas ocorrências e patrulhamentos.
“Acabar com essas viaturas de dois homens só, tem que ser três homens, um momento como esse procurar botar a prática, é um disparo de arma de fogo, porque o que a gente ficou sabendo, eles foram chamados para uma ocorrência de disparo de arma de fogo em via pública e não mandar apenas uma viatura, mesmo que tenha três homens, mas não ia apenas uma viatura com três homens, porque Rodolfo, você não sabe se ali naquele disparo de arma de fogo em via pública, está apenas um elemento, se está mais de dois elementos, se está até mesmo uma quadrilha ali. Então é preciso mandar uma guarnição para verificar a situação, mas com duas ou três viaturas para que se tenha segurança. A polícia militar, ela tem que agir em maior número, nunca igual ou menor”, disse.
Concurso
Segundo ele, o concurso anunciado no lançamento do Juntos Pela Segurança em 31 de julho deste ano, é importante e se coloca favorável, mas, vai levar muito tempo para que a tropa tenha acréscimo.
“A ACS defende a bandeira que deve sim aumentar o efetivo da polícia, deve sim estar buscando valorização para esse profissional de segurança. E nós hoje, o que nós estamos buscando, é saber como vai ser feito o concurso porque nós temos remanescentes de 2016 e temos os aprovados de 2028”, pontuou.

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