O arqueólogo Fabiano Nascimento, natural de Afogados da Ingazeira e atualmente doutorando em Arqueologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é um dos idealizadores do Instituto Pajeú de Arqueologia (IPARQ) — uma associação que nasce com o objetivo de pesquisar, preservar e divulgar o rico patrimônio arqueológico da bacia do Rio Pajeú.
De acordo com o pesquisador, a região abriga aproximadamente 130 sítios arqueológicos anteriores à colonização, muitos deles com pinturas e gravuras rupestres associadas a diferentes grupos humanos que viveram no semiárido há milhares de anos. No entanto, boa parte desse acervo histórico está em situação crítica, sofrendo com abandono, pichações, queimadas e vandalismo.
“O Pajeú guarda um dos maiores tesouros arqueológicos do Nordeste, mas infelizmente ainda é pouco pesquisado e valorizado. Nosso objetivo com o IPARQ é mudar essa realidade, trazendo mais ciência, proteção e educação para a população sobre esse patrimônio”, explica Fabiano.
O instituto já iniciou o mapeamento completo dos sítios arqueológicos da bacia, com o intuito de criar um banco de dados unificado que facilite a gestão e a preservação dos locais.
• Cachoeira de Maria Mendes (gravuras rupestres), em Tabira;
• Pedra do Letreiro dos Campos, em Calumbi;
• Pedra das Pinturas, em São José do Egito;
• Serra do Giz, em Afogados da Ingazeira;
• Poço Escrito, também em Tabira.
O IPARQ também já está presente nas redes sociais, onde compartilha informações, ações de campo e conteúdos educativos sobre a arqueologia do Pajeú.
A iniciativa reforça a importância da ciência local na valorização da memória e da história pré-colonial do Sertão, e coloca o Pajeú no mapa das regiões com grande potencial arqueológico do Brasil.





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