A conclusão das obras de restauração do contorno urbano que a BR-101 faz da Região Metropolitana do Recife – que custam R$ 192 milhões – não será antecipada para o fim de 2018, como planejava o governo de Pernambuco, responsável pelos trabalhos. Ficará, de fato, para o fim de maio de 2019 e, não mais, para abril, como previsto no contrato. Mas, por outro lado, será possível concluir a restauração da pista principal da rodovia no fim de dezembro, o que permitirá praticamente zerar o impacto que as obras têm provocado na circulação dos 70 mil veículos que passam pela BR. Ou seja, a previsão é de que os congestionamentos terão fim. Essa é a boa notícia para os motoristas que utilizam o contorno, que se transformou numa via local do Recife e, por isso, tem intenso tráfego.
Silvano Carvalho, presidente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PE), é quem garante a conclusão das obras. “Estamos trabalhando diuturnamente para isso. Queríamos finalizar todo o trabalho de restauração da rodovia, ou seja, a recuperação dos 90 quilômetros que compõem o pacote de obras, ainda em 2018, mas não será possível. Devido ao pesado tráfego da rodovia, tivemos que dividir os trabalhos em várias etapas para tentar impactar o menos possível na circulação e isso atrasou. Mas corremos para finalizar a pista principal, que é onde se concentra o maior volume de veículos, no fim de dezembro. Assim aliviaremos os congestionamentos em 90%”, explica.
O planejamento do DER/PE é liberar o trecho de 2,4 quilômetros interditados nas imediações da Ceasa e do Hospital da Mulher do Recife no fim de novembro. O trecho, que compreende do km 74 ao km 76,4 da pista no sentido Jaboatão dos Guararapes – Paulista, é o que mais tem provocado congestionamentos. Para piorar a situação, os veículos estão sendo desviados para a Avenida Recife, para em seguida retornarem à BR. “De fato, tem sido um sufoco passar nesse pedaço porque todo o desvio está sendo feito por uma alça de ligação com a Avenida Recife. Estamos perdendo, só no desvio, cerca de 20 minutos. Só passa quem realmente precisa ou os desavisados. Não vejo a hora disso tudo acabar”, reclama o vendedor Carlos Henrique Mota, que encara o trecho todos os dias.
Estamos trabalhando diuturnamente para isso. Queríamos finalizar todo o trabalho de restauração da rodovia, ou seja, a recuperação dos 90 quilômetros que compõem o pacote de obras, ainda em 2018, mas não será possível. Devido ao pesado tráfego da rodovia, tivemos que dividir os trabalhos em várias etapas para tentar impactar o menos possível na circulação e isso atrasou. Mas corremos para finalizar a pista principal, que é onde se concentra o maior volume de veículos, no fim de dezembro. Assim aliviaremos os congestionamentos em 90%”, diz Silvano Carvalho, presidente do DER/PE.
No total, a restauração da rodovia já atingiu 50 quilômetros dos 90 quilômetros que, de forma geral, serão restaurados – sendo 30,7 quilômetros em cada sentido do contorno e outros 30 quilômetros de alças, acessos e vias locais. Até agora, o pavimento já foi totalmente refeito nas duas pistas principais (Leste e Oeste) entre Abreu e Lima (bifurcação com a PE-15) e as imediações da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária. Nesse trecho a conclusão é contínua. A partir daí, há pequenas etapas finalizadas, intercaladas por trechos ainda em obras.

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