domingo, 8 de fevereiro de 2026

Covid-19 lidera mortes por vírus respiratórios no Brasil em janeiro


Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Os dados são do informativo Vigilância das Síndromes Gripais e apontam o Sars-CoV-2 como o vírus mais letal entre os identificados no país no período. O número, no entanto, pode crescer, já que parte das investigações sobre as causas dos óbitos ainda está em andamento ou pode não estar atualizada.

Nas primeiras quatro semanas do ano, foram contabilizadas 163 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em 117 desses casos, o principal agente causador não foi identificado. Entre os vírus confirmados, a Covid-19 aparece como a mais letal, com 29 registros, seguida pela Influenza A (H3N2) e pelo Rinovírus, ambos com sete mortes, e pela Influenza A não subtipada, com seis óbitos.

Outros vírus respiratórios, como Influenza A (H1N1), Influenza B e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), somaram cinco mortes no período. Ao todo, 4.587 casos de SRAG foram registrados, incluindo os não letais. Desses, 3.373 não tiveram o vírus causador identificado.

O estado de São Paulo concentrou o maior número de mortes confirmadas, com 15 óbitos em um total de 140 casos registrados. As vítimas mais atingidas foram os idosos: pessoas com mais de 65 anos responderam por 108 mortes. Entre os casos com confirmação de Sars-CoV-2, 19 pertenciam a essa faixa etária.

Os dados reforçam a preocupação com a cobertura vacinal no país, considerada abaixo do ideal. Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 passou a integrar o calendário básico de vacinação para crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas pertencentes a grupos especiais devem receber doses de reforço periodicamente. Ainda assim, a adesão ao calendário vacinal segue como um desafio no Brasil.

Em 2025, de cada dez doses de vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios, menos de quatro foram aplicadas. Das 21,9 milhões de doses disponibilizadas, apenas cerca de oito milhões chegaram à população.

Dados da plataforma InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora os casos de síndrome respiratória aguda grave no país, indicam que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas desenvolveram quadros graves após a infecção pelo coronavírus. Desse total, aproximadamente 1,7 mil mortes foram registradas, evidenciando a permanência da Covid-19 como um importante problema de saúde pública.

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