Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a medida de forma temporária por 90 dias. Ao fim desse período, o magistrado poderá decidir pela prorrogação do benefício ou determinar o retorno do ex-presidente ao sistema prisional.
O ex-chefe do Executivo foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, em um dos casos de maior repercussão política e jurídica recente no país.
Recortes por perfil
O levantamento mostra variações significativas de opinião conforme o perfil dos entrevistados. Entre pessoas com mais de 60 anos, 61% defendem a permanência de Bolsonaro em casa. Esse índice sobe para 81% entre empresários.
Por outro lado, a defesa do retorno ao regime fechado é mais expressiva entre jovens de 16 a 24 anos (44%) e entre desempregados (42%).
No espectro político, entre os que se declaram de centro, 53% apoiam a prisão domiciliar, enquanto 41% preferem a volta à prisão. Já entre eleitores identificados com Bolsonaro, 94% são favoráveis ao cumprimento da pena em casa.
Entre os que se identificam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o cenário se inverte: 66% defendem o retorno de Bolsonaro ao regime fechado, enquanto 30% apoiam a domiciliar. Entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), 93% são favoráveis à permanência do ex-presidente em casa.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades brasileiras, entre os dias 7 e 9 de abril. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026 e possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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