Ao apresentar suas propostas, Flávio declarou que pretende aumentar a punição para crimes como roubo de celulares. Segundo ele, “ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia”. O candidato também voltou a defender que organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e milícias sejam classificadas como organizações terroristas.
Flávio citou ainda o avanço do crime organizado no Rio de Janeiro e mencionou o uso de drones por traficantes. “As crianças hoje estão sendo treinadas pelo tráfico para usar drone com bomba”, afirmou. O senador também prometeu medidas mais rígidas contra autores de violência sexual, incluindo a defesa da castração química para condenados por estupro.
Durante o discurso, Flávio também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes. O senador afirmou que pretende “resgatar” o Brasil e declarou que criminosos teriam até o fim deste ano para deixar o país.
Na área econômica, o candidato anunciou a intenção de criar o programa “Minha Primeira Empresa”, embora não tenha apresentado detalhes sobre o funcionamento da proposta durante o evento.
O ato ocorreu em meio a dificuldades políticas no Rio de Janeiro, onde o palanque do PL passou por uma sequência de acontecimentos que afetaram a composição da campanha. Flávio esteve ao lado do candidato do partido ao governo estadual, Douglas Ruas, e aproveitou o evento para reforçar o apoio à candidatura.
A estratégia adotada por Flávio também evidencia a aproximação com a identidade política do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, tanto no discurso quanto na estética da campanha. Apesar de ter iniciado a pré-campanha buscando se apresentar como uma alternativa mais moderada, o senador vem ampliando o tom das declarações sobre segurança pública.
Datafolha mostra disputa entre Lula e Flávio
O discurso ocorreu um dia após a divulgação da primeira pesquisa Datafolha realizada após o início oficial da campanha presidencial. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%.
Em um cenário de segundo turno, Lula também aparece à frente, com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro.
Ao encerrar o ato no Rio, o candidato do PL resumiu a disputa em uma mensagem dirigida aos seus apoiadores: “Ou vencemos o PT ou o PT vai acabar com o nosso Brasil”.

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