sábado, 24 de julho de 2021

“Sou obrigado” a me aproximar do Centrão, diz Bolsonaro

 


O presidente Jair Bolsonaro disse que sua aproximação com os partidos do chamado Centrão – grupo de partidos sem coloração ideológica clara que adere aos mais diferentes governos – deve-se à governabilidade. Deu a declaração em entrevista à Rádio Grande FM, de Dourados (MS), nesta sexta-feira (23).

“A minha aproximação ao partidos de centro é pela governabilidade. Sou obrigado a fazer isso aí. Como disse lá atrás, se alguém tem alguma bronca contra qualquer parlamentar, não esqueçam que vocês colocaram aqui dentro”, disse o presidente.

O chefe do Executivo confirmou que fará o convite ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) para chefiar a Casa Civil de seu governo. Disse ainda que a MP (Medida Provisória) que reorganiza os ministérios está pronta.

“A questão do Ciro Nogueira vir para o nosso governo, obviamente a MP está pronta, mas só vou mandar para publicação depois de conversar com ele. Ele não está em Brasília, retorna na segunda-feira, vou conversar com ele, falar quais os limites e fazer a proposta para ele”, declarou.

Bolsonaro disse  que o PP é uma possibilidade de partido para se filiar e disputar a reeleição em 2022. Repetiu, porém, que não é candidato.

“Tentei e tento um partido que possa chamar de meu e possa realmente, se for disputar a presidência, ter domínio do partido. Está difícil, quase impossível. Então o PP passa a ser uma possibilidade de filiação nossa”.

A decisão de escolher Ciro Nogueira para chefiar a Casa Civil foi tomada na tarde da última terça-feira (20), num encontro com Bolsonaro do qual participaram, de maneira às vezes alternada, Fábio Faria, Onyx Lorenzoni, Luiz Eduardo Ramos, Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) e Paulo Guedes (Economia).

Bolsonaro ouviu sugestões tanto de políticos do Centrão –grupo do qual Ciro Nogueira é um dos expoentes– como de Fábio Faria, ministro das Comunicações e um dos mais ativos articuladores políticos do presidente. Contou na decisão de Bolsonaro o juízo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que há muito tempo criticava tanto a atuação de Ramos como de Onyx.

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