segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

O que me motivou a adquirir as armas foram as palavras do Bolsonaro”, diz o terrorista de Brasília

 


O empresário George Washington de Oliveira Sousa, 54 anos, preso porque planejava explodir um caminhão-tanque carregado com querosene próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília (DF), afirmou à Polícia Civil de Brasília que as “palavras” de Jair Bolsonaro (PL) o encorajaram a comprar armas posteriormente apreendidas. A declaração foi publicada neste domingo (25) pelo jornal Folha de S.Paulo . “O que me motivou a adquirir as armas foram as palavras do presidente Bolsonaro, que sempre enfatizava a importância do armamento civil dizendo o seguinte: ‘Um povo armado jamais será escravizado'”, disse o investigado. O bolsonarista gastou mais de R$ 170 mil com a compra de armamentos e munições que seriam usados no atentado, planejado para o dia da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os juristas Pedro Serrano e Marcelo Uchôa destacaram a gravidade da tentativa do ataque.

Nas gravações enviadas para um grupo de WhatsApp, o colega do suspeito afirma que George Washington era bolsonarista e que o empresário frequentava o acampamento montado por apoiadores do atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em frente ao Quartel-General do Exército no Distrito Federal. O integrante do grupo confirma que o empresário mora em Xinguara (PA), onde tem um posto de combustíveis. “Ele foi [para Brasília] preparado pra guerra. […] Se alguém viesse invadir, ele ia meter a bala, que ele é o bichão. Ele é doidão”, afirma o colega de George Washington.Imagens compartilhadas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) no WhatsApp mostram que George Washington circulava pelo acampamento. No entanto, ele estava temporariamente em um apartamento alugado, no bairro do Sudoeste.  Neste domingo (25/12), em um palco improvisado, diversos bolsonaristas discursaram sobre esse tema e outros, no acampamento. À tarde, um apoiador do atual presidente motivou os demais a permanecerem no local. “Temos de resistir aqui o quanto der. Se não fosse para estarmos aqui, tenho certeza de que [Jair] Bolsonaro viria, falaria para irmos embora e que não tinha mais o que pudesse ser feito”.

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