Apesar do índice pluviométrico ter crescido no primeiro trimestre deste ano no Agreste e Sertão de Pernambuco, em comparação com anos de 2015 e 2014, o níveis dos reservatórios de água caíram mais do que nos anos anteriores. Os dados da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) mostram que, mesmo com o aumento da quantidade de chuva, a seca continua no seu quinto ano consecutivo no interior do estado.
A explicação para o aumento pluviométrico e a falta d'água em um mesmo período é, de acordo com o meteorologista da Apac Roni Guedes, que o grande volume de chuvas do primeiro trimestre de 2016 se concentrou apenas no mês de janeiro. Então, quando foi feita a contabilidade do reservatório ao final de março, a quantidade de água superior que havia caido em janeiro já havia sido consumida, voltando a queda.
"Como janeiro não é um dos principais meses de chuva, por causa do El Niño o índice ficou acima da média quando comparado aos outros anos, em que março chove mais. Então, se em janeiro tivesse tido a alta do El Niño e em março chovesse bem, os reservatórios estariam com outra situação, mas o mês de março choveu abaixo do normal", explicou Guedes.
No Sertão, o aumento pluviométrico foi de 65% em comparação com 2015: no ano passado choveram 168 mm, contra os 278 de 2016. No entanto, a situação se mostra ainda mais negativa para a região. A capacidade de armazenamento de água é de 1.991 milhões de m³, mas só está 3% do total atualmente, o que equivale a 53 milhões de m³.
Ainda segundo o presidente da Compesa, o abastecimento nos municípios deItapetim e Brejinho que estavam há três anos sem abastecimento pela rede, será retomado. Segundo o presidente, são gastos R$ 2 milhões por mês para que os carros-pipa levem água as cidades.

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