Segundo o governo federal, o reajuste corresponde a um aumento nominal de 7,4%, com ganho real de 2,4%, ou seja, acima da inflação prevista para o período.
“O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo”, afirmou o ministro Dario Durigan.
O governo tem até o dia 31 de agosto para encaminhar a proposta orçamentária ao Congresso Nacional. Depois disso, o texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação.
Cálculo do novo salário mínimo
O cálculo do salário mínimo leva em consideração dois principais indicadores: o INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento da economia registrado dois anos antes.
Caso a previsão de R$ 1.741 seja aprovada pelo Congresso Nacional, o novo valor passará a vigorar a partir de janeiro de 2027, com o primeiro pagamento com o reajuste sendo recebido pelos trabalhadores em fevereiro.
O aumento também terá impacto direto sobre benefícios vinculados ao salário mínimo, incluindo pagamentos do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, já que esses valores não podem ser inferiores ao piso nacional.
Durante a declaração, Durigan também destacou as perspectivas para as despesas obrigatórias no próximo ano.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, declarou o ministro.
A previsão de R$ 1.741 ainda depende da aprovação do Orçamento de 2027 pelo Congresso Nacional e poderá ser alterada durante a tramitação da proposta.

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