Segundo os dados, a atual gestão já destinou aproximadamente R$ 54 milhões para obras, reformas e melhorias no Hospital da Restauração até julho de 2026. O valor é cerca de 23 vezes superior aos R$ 2,4 milhões aplicados na unidade ao longo dos oito anos da administração anterior.
O levantamento considera a ação orçamentária voltada à ampliação, reforma e equipagem dos hospitais estaduais, especificamente nas despesas destinadas ao Hospital da Restauração.
Durante o governo Paulo Câmara, os investimentos foram distribuídos da seguinte forma: R$ 2,2 milhões em 2015, nenhum recurso entre 2016 e 2021, e R$ 200 mil em 2022, totalizando aproximadamente R$ 2,4 milhões.
Já na gestão Raquel Lyra, os recursos foram aplicados da seguinte maneira: R$ 1,6 milhão em 2023, R$ 2,8 milhões em 2024, R$ 19 milhões em 2025 e R$ 28,5 milhões até julho de 2026, somando cerca de R$ 54 milhões.
A divulgação dos números ocorre após o desabamento de parte do teto da Sala de Recuperação Pós-Anestésica do hospital. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o setor onde ocorreu o incidente ainda não havia sido contemplado pelas obras de requalificação em andamento.
A paciente atingida passou por uma nova cirurgia, permanece em estado estável e segue recebendo acompanhamento da equipe médica.
Após o acidente, o Governo de Pernambuco determinou a abertura de uma investigação para apurar as causas do desabamento. A direção do Hospital da Restauração registrou boletim de ocorrência, enquanto a Polícia Científica realizará perícia no local. A Controladoria-Geral do Estado (CGE) também instaurou uma auditoria para verificar se existe relação entre o incidente e as obras de requalificação em andamento.
Caso sejam identificadas falhas na execução dos serviços, a empresa responsável pela manutenção predial poderá ser chamada a prestar esclarecimentos.
O Governo de Pernambuco informou que as intervenções fazem parte de um amplo processo de requalificação da maior emergência pública do Norte e Nordeste. Após o incidente, parte da Sala de Recuperação Pós-Anestésica foi interditada para revisão estrutural e realização de novas intervenções no teto. Segundo a gestão estadual, a prioridade é garantir a segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer as causas do desabamento.

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