sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Benefício a energia solar aumenta a conta de luz, dizem entidades

 


Poder360

O benefício a geração de energia solar distribuída aprovado pelo Senado dentro do projeto de lei do Combustível do Futuro (PL 528 de 2020), aumentará ainda mais a conta de luz. É o que afirmam entidades que representam consumidores de energia no país, que avaliam que a medida ampliará os custos com subsídios.

Em uma iniciativa que surpreendeu e derrotou o governo, uma emenda apresentada em plenário pelo senador Irajá (PSD-TO) foi aprovada no projeto dos biocombustíveis. De acordo com o trecho, iguala-se “o prazo de 30 meses para que os minigeradores iniciem a injeção de energia” e “120 dias para minigeradores”.

Na prática, aumenta-se o prazo para que os empreendimentos de geração distribuída por meio de painéis solares entrem em operação e consigam descontos pelo uso da rede. Esse abatimento, no entanto, não sai de graça e é custeado por todos os consumidores de energia.

e acordo com Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), a medida aprovada no Senado “cava mais o fundo buraco do setor elétrico” e é um “gol contra o consumidor de energia”.

“Isso é ruim para todo mundo. Quando a geração distribuída entra, ela desloca geradores hidrelétricos, que reduzem a energia que podem vender. Outros geradores que estão no sistema terão problema para escoar a sua energia”, afirmou Pedrosa.

A Frente Nacional dos Consumidores de Energia divulgou nota em que afirma que a emenda aprovada “sem debate, sem maiores explicações e com incrível celeridade, amplia o volume de recursos que os consumidores de todo o país terão que pagar na conta de luz”.

Eis a íntegra da nota.

A entidade chama a emenda de “mais uma medida sem fundamento, desnecessária para o país e custosa para os consumidores”. E lembra que esse desconto aos minigeradores recairá sobre a Conta de Desenvolvimento Energético, rateada nas contas de luz dos consumidores.

“Esses subsídios em benefícios de poucos vêm sacrificando milhões de consumidores de energia elétrica no Brasil. Graças a iniciativas como essa e tantas outras propostas no Poder Legislativo a todo momento, o Brasil dá ao mundo mais um atestado de incoerência e ineficiência. Somos o país da energia barata e abundante, ao mesmo tempo em que temos uma das contas mais caras do mundo”, afirma a nota da frente.

Já a União pela Energia, movimento que reúne 70 associações da indústria brasileira, pediu que o Congresso Nacional não avance com a medida que passará pela Câmara dos Deputados.

“Mais uma atitude contra a competitividade da indústria, contra a criação de empregos e com potencial para contribuir com a alta da inflação. O setor produtivo perde e os produtos e serviços ficam mais caros a cada vez aumenta o custo da energia no país”, diz em nota.

Eis a íntegra da nota.

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