A cidade de Taquaritinga do Norte, no Agreste, a 135 km do Recife, sedia pela 11ª vez o festival Curta Taquary. As exibições começam nesta segunda (16) e vão até sábado (21), com 74 filmes espalhados em 12 mostras, além de oficinas, seminários, debates e shows. O homenageado deste ano é o cineasta Hilton Lacerda.
A curadoria, formada por 11 membros, analisou 368 curtas para chegar aos 74 que compõem as mostras Brasil, Primeiros Passos, Dália da Serra, Universitária, Diversidade, Fantásticos, Criancine, Olhares, Especial, Itinerante, VerOuvindo e Internacional. As exibições serão na Praça Padre Otto Sailler, e em escolas do município.
A Mostra Brasil, uma das mais importantes do Curta Taquary, traz uma mistura de filmes inéditos com alguns que tiveram boa presença em outros festivais, como o alagoano As Melhores Noites de Veroni, de Ulisses Arthur, e os paulistas Peripatético, de Jessica Queiroz, e Torre, de Nádia Mangolini, exibidos no Festival de Brasília 2017. Dois curtas pernambucanos estreiam na mostra: Jerônimo, de Anny Stone, e Cor de Pele, de Lívia Perini.
Numa rápida olhada nas mostra, ficou evidente a presença de filmes dirigidos e codirigidos por mulheres, correspondendo a 30% da programação. Segundo o grupo de curadores, a proposta é que nas próximas edições o percentual aumente.
Na Mostra Primeiros Passos, um dos destaques é a animação pernambucana Uma Balada para Rocky Lane, de Djalma Galdino.
Pela primeira vez o Curta Taquary faz parceria com o Festival VerOuvindo. A ideia é exibir pelo interior produções locais que contam com recursos de acessibilidade comunicacional, contribuindo para a democratização do acesso ao cinema. Serão exibidos curtas premiados com recursos da audiodescrição, Libras e legenda para surdos e ensurdecidos. São eles: Catimbau, de Lucas Caminha; FotoGráfica, de Tila Chitunda; e Um Brinde, de João Vigo.

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