O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) trabalha para retomar o programa de redução de filas, suspenso nesta semana por falta de verba. Segundo o presidente da autarquia, Gilberto Waller Júnior, a expectativa é de que o impasse seja resolvido em até 15 dias.
Atualmente, mais de 2,63 milhões de solicitações aguardam análise no INSS. A suspensão atinge principalmente o pagamento de bônus por produtividade, que era oferecido a servidores e peritos participantes dos mutirões de atendimento.
De acordo com Waller, a paralisação não afeta o funcionamento geral do instituto. “Na verdade, [a falta de verba afeta] o bônus para o pagamento excepcional dos servidores que ficavam além do horário para realizar mais atendimentos. Tem outras formas de fazer esses mutirões. A gente está negociando a reposição da greve e o deslocamento de servidores”, explicou o presidente.
Entre as alternativas avaliadas para resolver o problema está o remanejamento de R$ 89,1 milhões do orçamento do Ministério da Previdência, recurso que seria destinado ao pagamento dos bônus de produtividade. O INSS também estuda utilizar as horas de reposição da greve dos servidores para acelerar a análise dos benefícios.
Waller reforçou que a situação é interna e que a população não precisa se preocupar. “Estamos discutindo internamente para que, na próxima semana ou na seguinte, a gente resolva e dê o tratamento adequado”, afirmou.
As filas do INSS vêm sendo pressionadas desde a greve dos médicos peritos, iniciada em 2024 e encerrada apenas em abril deste ano, após 235 dias de paralisação. O movimento causou forte impacto no ritmo de concessões de benefícios e aumentou a demanda acumulada.
Com a retomada dos mutirões, o INSS espera reduzir significativamente o tempo de espera dos segurados e garantir maior agilidade no reconhecimento dos direitos previdenciários.

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