Entre os itens confiscados estão veículos de luxo, equipamentos utilizados no setor de combustíveis, três pistolas, uma submetralhadora, carregadores, munições e cerca de 10 veículos de alto padrão. Além disso, a polícia solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 6,5 bilhões relacionados às atividades suspeitas.
As operações ocorreram em Feira de Santana, Conceição do Jacuípe, Alagoinhas, Morro do Chapéu, Itaberaba e Iaçu, além de ações nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Civil, “os elementos colhidos ao longo das apurações indicam fortes indícios de que o grupo utilizava o setor de combustíveis como instrumento para ocultação patrimonial, mantendo conexões com uma organização criminosa originária de São Paulo”.
As investigações apontam ligação da quadrilha com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em agosto deste ano, a maior operação contra o crime organizado da história, batizada de “Carbono Oculto”, revelou que o PCC controlava diversos elos do setor de combustíveis, desde a importação, produção e distribuição até a comercialização ao consumidor final. Entre 2020 e 2024, uma rede de 1.200 postos movimentou mais de R$ 52 bilhões, mas pagou apenas R$ 90 milhões em impostos, equivalente a 0,17% do faturamento.
A Operação Primus é conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), com aproximadamente 170 policiais civis mobilizados para desmantelar a articulação criminosa.

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