De acordo com o documento, os recursos poderão ser utilizados para financiamento de capital de giro e investimentos estratégicos. Entre as destinações previstas estão o pagamento da comissão de estruturação da operação de crédito e outras despesas diretamente relacionadas ao processo de reestruturação da empresa.
O empréstimo foi estruturado por um grupo de cinco instituições financeiras: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander. O prazo de pagamento será de 15 anos, com taxa de juros próxima à Selic. A operação recebeu aval do Tesouro Nacional há pouco mais de uma semana, após uma tentativa frustrada de aprovação no início de dezembro.
A medida ocorre em meio a um cenário financeiro delicado da estatal. Entre janeiro e setembro de 2025, os Correios acumularam prejuízo superior a R$ 6 bilhões. Desde 2022, os déficits recorrentes já ultrapassam R$ 10 bilhões, pressionando a necessidade de ajustes estruturais.
Além do empréstimo, o plano de reestruturação prevê um programa de demissão voluntária, com potencial desligamento de cerca de 15 mil funcionários entre 2026 e 2027. Também estão previstas o fechamento de agências e a venda de imóveis, com expectativa de arrecadação aproximada de R$ 1,5 bilhão. O objetivo, segundo o governo, é reequilibrar as contas da estatal e garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

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