Com a mudança, o valor diário do salário mínimo será de R$ 54,04, e o valor por hora, de R$ 7,37. As novas regras de reajuste do salário mínimo começaram a valer desde 1º de janeiro de 2024, e seguem um modelo que leva em conta a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos 12 meses anteriores, além da taxa de crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo ano anterior.
Como funciona o reajuste?
De acordo com a legislação sancionada em agosto de 2023, o reajuste do salário mínimo leva em consideração duas variáveis: a inflação acumulada do ano anterior, medida pelo INPC, e o crescimento do PIB. Se a economia não registrar um crescimento real, o reajuste será feito exclusivamente com base na inflação.
No caso de 2026, o reajuste será composto por um aumento de 4,18% referente ao INPC, mais uma correção relacionada ao crescimento do PIB. Em dezembro de 2024, o IBGE revisou os dados do PIB de 2024, confirmando uma expansão de 3,4%. Contudo, o arcabouço fiscal limita o aumento real do salário mínimo a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. Por isso, o aumento total de 6,79% foi definido, resultando no novo valor de R$ 1.621.
Histórico de reajustes
A evolução do salário mínimo brasileiro tem sido uma questão central nas políticas econômicas do país. Em 2022, o valor era de R$ 1.212. Em 2023, o mínimo passou para R$ 1.320, e em 2024, com a adoção das novas regras, chegou a R$ 1.412. Em 2025, o valor subiu para R$ 1.518, até chegar aos R$ 1.621 previstos para 2026.
Com esse reajuste, o governo pretende garantir um poder de compra mais robusto para os trabalhadores de baixa renda, ao mesmo tempo que busca manter o equilíbrio fiscal e estimular o crescimento econômico. O impacto do aumento será sentido em uma série de setores, especialmente no mercado de trabalho, em programas de assistência social e em aposentadorias vinculadas ao salário mínimo.
Em um contexto de recuperação econômica e inflação controlada, o aumento do salário mínimo é um reflexo da política de valorização do trabalho adotada pelo governo e que, com certeza, será um tema de debate nos próximos meses à medida que a economia do país continua sua recuperação pós-pandemia.

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