domingo, 19 de novembro de 2017

Pernambuco pode ganhar Parlamento Jovem e aulas de consciência política


Por Paulo Veras/JC
Duas propostas em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) buscam incentivar a participação de jovens Pernambucanos na política, como uma forma de renovar as instituições. Enquanto um projeto de resolução institui o Parlamento Jovem no Legislativo estadual, uma espécie de fórum simulado para debater os problemas do Estado, outro texto tenta instituir aulas de Consciência Política nas escolas públicas.
Proposto por Rodrigo Novaes (PSD), o Parlamento Jovem seria formado por 49 estudantes de escolas ou universidades sediadas públicas ou privadas que teriam mandato de um ano. Nas sessões anuais, os jovens simulariam proposições com seus trâmites, discussões e votação em plenário, como ocorre com os projetos analisados na Alepe. O modelo é similar ao que existe no Congresso Nacional e cada aluno poderia ter um “assessor parlamentar” do mesmo estabelecimento de ensino.
“Em tempos, como os atuais, de descrença crescente da população nos políticos e na política, é necessário que adotemos medidas de aproximação entre o Parlamento e a sociedade, a fim de mostrarmos a importância do Legislativo para a vida das pessoas. Em uma sociedade democrática não é salutar que a população crie ojeriza de seus representantes”, explica Rodrigo na justificativa.
Aula nas escolas
Já a proposta de Beto Accioly (PSL) prevê a possibilidade de as escolas da rede estadual adotarem aulas de consciência política em sua grade extracurricular. As aulas abordariam princípios da administração pública, debates sobre o combate à corrupção e divulgaria ferramentas de transparência, fiscalização e controle parlamentar.
“Seriam aulas que os alunos poderiam incluir na sua grade curricular. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a gestão pública e fomentar o debate na sociedade. E também tentar motivar os jovens, mudando a mentalidade sobre essa coisa da corrupção. Se a gente não conseguir puxar isso para escolas e vir novas pessoas e novas ideias, a política não tem salvação”, defendeu o deputado.
Pela proposta, as aulas seriam ministradas em uma parceria entre a Secretaria de Educação, órgãos governamentais e ONGs. Palestras também poderiam ser ministradas por acadêmicos das áreas de Ciências Humanas e Sociais, desde que essa atividade fosse trabalho voluntário não remunerado. Os dois textos precisarão ser votados pela Alepe.

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