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domingo, 30 de julho de 2017

As dificuldades com a bancada evangélica para montar chapa em 2018


Não é só o PP do deputado federal Eduardo da Fonte que cita o seu peso no segmento religioso como argumento para ter mais espaço em uma das chapas de 2018, do governador Paulo Câmara (PSB) ou da oposição. A família Ferreira do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), do deputado estadual André Ferreira (PSC) e ainda do vereador do Recife Fred Ferreira (PSC), cunhado deles, subiu o próprio passe. A família ensaia uma volta do patriarca, Manoel Ferreira, à Assembleia, onde ele cumpriu sete mandatos. Mas na falta de definições para o Senado, assim como o PP, o clã Ferreira também cita seu peso no segmento religioso. Almeja um lugar de maior visibilidade na eleição 2018.
O voto religioso cresce: o PP fez o deputado estadual Pastor Cleiton Collins outra vez o mais votado, em 2014, e em 2016 fez os mais votados vereadores do Recife e Jaboatão, Michele Collins e Sandro de Andrade. Já os Ferreiras tiveram André em quarto na Assembleia, Fred terceiro no Recife e Anderson se elegeu prefeito na segunda maior cidade do Estado. Uma hora esses grupos almejariam uma vaga ao Senado.
O presidente estadual do PR é o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira. Mas o clã Ferreira coloca o PR na conta de seu grupo. Ficaria a questão para o PR nacional: é melhor ter o prefeito da segunda maior cidade do Estado e uma legenda de auxílio, o PSC de André Ferreira, ou Sebastião Oliveira e seu grupo?
Desde as eleições 2016, o senador Armando Monteiro (PTB) manteve diálogo com o clã Ferreira, que conversa com o ministro Mendonça Filho (DEM) e o ministro Fernando Coelho Filho (PSB), que visitou Anderson sexta-feira passada (foto).
Já a relação do prefeito de Jaboatão com o Palácio não estaria tão afinada. Mesmo assim, os Ferreiras preferem não fechar nenhuma porta em potencial. É mais uma sigla a aprender o mantra de que "2018 só em 2018".