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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Falta de chuva reduz produção de milho no Sertão de Pernambuco


Produtores de milho de Cedro, no Sertão de Pernambuco, lamentam as perdas no cultivo. Este ano a chuva na região não foi suficiente. Com isso, a produção do grão vem caindo ano a ano. Quem plantou em área de sequeiro percebeu que os pés não cresciam e as espigas quase não tinham grãos.
Ainda nos primeiros dias de janeiro o agricultor, Vital Barros, plantou sementes de milho nos dois hectares de terra que possui. Na época, estava chovendo e a promessa era de fartura. Três meses se passaram e o cultivo não vingou. “Prejuízo. Perda total, a gente pode dizer. Despesa com aração de terra e semente. Quando a chuva vier, fora de época, a situação é essa porque a lavoura não se desenvolve mais”, disse o agricultor.
A situação se repete por todas as áreas de sequeiro do município. Cedro já foi o maior produtor de milho do Sertão de Pernambuco. Em 1 mil hectares plantados, era possível colher até 2.850 toneladas por ano. Em 2016, foram pouco mais de 60 toneladas. E a previsão para 2017 também não é boa.
De acordo com o secretário de Finanças do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cedro, Gilberto Conrado Pereira, este ano a perda foi grande. “A gente tem uma perda acima de 90% no nosso município. Milho este ano milho não tem. A situação é esta”, disse.
Mas enquanto a situação está complicada para os produtores da área de sequeiro, tem gente investindo na irrigação para conseguir ter uma boa colheita. Cerca de 100 agricultores do município plantam o milho utilizando a irrigação. São, pelo menos, 500 hectares recebendo água de poços artesianos e produzindo em qualquer época do ano, independente da chuva. Tem colheita prevista para esse mês e também para o mês de junho, ainda antes do São João.
O produtor rural, Francisco Paulo Vieira, tem plantação na área irrigada. Há dois anos ele perfurou um poço e instalou um sistema hidráulico pelos dois hectares de terra. Atualmente ele colhe três vezes por ano uma média de 30 mil espigas. “Eu trabalho ha dois anos com milho irrigado e vem dando certo porque vem dando para gente manter as despesas. E em comparação com o sequeiro é bem melhor, porque essa área que a gente trabalha é verde e a palha do milho dá para fazer a silagem dos animais. Graças a Deus está dando certo”, disse o produtor rural.